Essa noite sonhei que estava no Brasil…. com a minha mãe, minha irmã, meu cachorro. Lembro da minha prima, de umas três amigas em lugares diferentes. Lembro que tinha ido ao Brasil para rever todo mundo e estava planejando uma reunião com os amigos, decidia entre bar e baladinha.
Aí eu acordei, a cama estava vazia, o David já tinha ido trabalhar. Eu olhei em volta e aquele quarto não era meu quarto azul. Eu não levantaria para ir ao quarto da minha mãe, eu levantaria para andar sozinha pela casa tentando encontrar algum conforto. Eu não entraria na cozinha, abraçaria meu cachorro, comeria mamão no café da manhã e suco de laranja que a Néia tinha acabado de fazer. Eu entraria na minha pequena sala, ligaria a tv em Gilmore Girls como todas as manhãs só pra quebrar o silêncio ardido. Eu entraria na minha cozinha vazia e sem vida, e faria porridge de aveia, que nada se compara a um bom café com leite, pão com manteiga e mamão.
E a manhã passaria naquele vazio de estar em um lugar onde não é o seu, mas se tem que aceitar, se tem que mastigar o lugar bastante e engolir de uma vez só para ver se digere… de uma vez por todas… quando será que eu vou me adaptar?
Dez a zero
Meu, acabou de acontecer uma das coisas mais estranhas que já aconteceu comigo. Eu perdi um dente de alho. Como assim??? Não sei também, o dente de alho sumiu, evaporou, virou purpurina.
Resolvi fazer um risoto agora pro almoço. Peguei dois dentes de alho gordos, alho orgânico, o dente por si só é gigante. Descasquei os dois na tábua. Enquanto cortei um em pedacinhos, o outro caiu no chão, eu vi. Mas como tava segurando o outro dente, pensei em terminar, e pegar o que caiu depois.
Pois bem. Terminei. Olhei pro chão e cadê o outro?????? Desapareceu. Fiquei meia hora procurando o dente de alho gordo, que seria mega visível no chão da minha cozinha. Mudei de posição pra mudar o ângulo, até fiz uma “reconstituição” com outro dente de alho pra ver aonde ele cairia. Nada. Procurei no meu cabelo, dentro da minha blusa, dentro da luva térmica, até dentro da geladeira fechada e do forno. Tá, ele não deveria cair dentro da geladeira fechada ou do forno, mas vindo de mim não seria impossível que o dente de alho aparecesse no Brasil.
Não tá em lugar nenhum. O risoto já tá pronto, eu já comi e ainda não achei. Eu simplesmente PERDI um dente de alho!!!!!
Vou ter que esperar o David, contar a estória mirabolante e ver se ele acha o dito cujo.
Começo a acreditar no livro que eu li quando era criança “O reino perdido do Beleléu”….
Se eu achar eu volto pra contar.
Use filtro solar
Eu não sei se ainda existe alguém nesse mundo que nunca tenha assistido a esse video. Mas se tiver, tem que assistir. É uma dessas coisas que a gente tem que ver pelo menos uma vez na vida, ele mexe com os seus mais profundos sentimentos, muita gente chega a cair em prantos durante o processo. Eu sempre choro quando assisto. Se existe algum “manual” para a vida, deveria ser este. Se existem bons conselhos, aqui estão. Sempre falei dele nos meus outros blogs, mas hoje assisti de novo…
Pra quem não conhece, apresento “Sunscreen”. Eu fui apresentada a ele em 1999, numa aula da faculdade. E desde então, sempre que me lembro gosto de assistir… são sete minutos que podem mudar todo o seu ponto de vista em relação a vida que você está vivendo agora.
A verdade sobre o filme é que o texto foi escrito em 1997 por uma jornalista americana chamada Mary Schmich, e tinha o nome de “Advice, like youth, probably just wasted on the young”. Foi publicado na na sua coluna, no Chicago Tribune. Logo a coluna virou uma “lenda” e o texto se espalhou pelos Estados Unidos. Decidiram agregar uma música ao texto, e Mary escolheu “Everybody is Free”. De uma hora pra outra todas as cerimônias de formatura nos Estados Unidos tinham um orador lendo o texto de Mary e “Everybody is free” de fundo musical.
Depois disso, um diretor de filmes australiano, Baz Luhrmann, resolveu mixar o texto narrado com música e o chamou de “Wear Sunscreen – class of 99”. Não existia ainda um video.
Em 1999, a agência de publicidade Brasileira DM9DDB de Nizan Guanaes reuniu imagens através de dois criativos, Erh Ray e José Henrique Borghi. Surgiu então, “Sunscreen”, uma mixagem de texto, música e imagens que pode despertar emoções que você nunca sentiu na vida.
Agora, assista, coloque em fullscreen, desligue a TV, e se entregue…
Pra quem quiser o link do youtube é http://www.youtube.com/watch?v=ol2fN0bZCso
Toda vez tem uma frase que me toca mais… e a que tem mais martelado a minha cabeça é essa:
“Understand that friends come and go, but with a precious few you should hold on. Work hard to bridge the gaps in geography and lifestyle, because the older you get, the more you need the people who knew you when you were young.”
(Entenda que amigos vêm e vão, mas você deve segurar alguns poucos e preciosos. Trabalhe duro para preencher as lacunas na geografia e no estilo de vida, porque quanto mais você envelhecer, mais vai precisar daqueles que te conheceram quando você era jovem)
Panorama
As coisas aqui desse lado do mar não andam muito bem. Essa semana foi anunciado que estamos prestes a entrar em um período de recessão. Épocazinha boa pra eu vir morar aqui hein? Nessa semana, milhares de trabalhadores da construção civil perderam emprego. E eu agradeço muito, porque faz três meses que o David saiu desse campo. Se ele estivesse ainda, provavelmente eu estaria perdendo muitas noites de sono.
A economia por aqui anda mal das pernas. Tudo tem aumentado de preço, principalmente devido a alta do petróleo, a gasolina aqui tá caríssima. E quando sobe a gasolina, sobe todo o resto. Comida, por exemplo. Eu já cheguei a viver aqui em época que comprava alface empacotado, já lavado, por 0,60 centavos. Hoje tá 1,29.
E tudo isso vira uma grande bola de neve. Emprego por exemplo. Faz mais de dois meses que tenho aplicado para vagas e nada. Fui em duas entrevistas só. E nem me deram resposta até hoje. Isso é muito incomum, porque geralmente as empresas costumavam dar respostas. Eu já tentei contatá-los e nada. Juro que achei que seria muito mais fácil conseguir emprego aqui, mas tô completamente chocada. Claro, tenho procurado na minha área, o que acaba sendo específico demais.
Enquanto isso eu vou procurando, mas estou quase me rendendo aos subempregos, vendedora, barista, whatever. Se eu tiver que dar um passo pra trás pra dar dois pra frente, assim é que vai ser.
Vamos ver e esperar o que acontece desse lado.
Explicando: A Inglaterra sempre teve uma economia estável. A maior moeda da Europa, a mais forte, a mais cara. O que está acontecendo aqui não é muito difícil de perceber. O país está quebrando. Na verdade, desde que a União Européia abriu para a Europa do Leste, a Inglaterra tem descido cada vez mais pro buraco. O que acontece é que a União Européia é um acordo, certo? Um acordo entre barreiras e moedas. A Inglaterra não mudou a moeda pra Euro, continuou com a Libra, que é mais ou meos 50% mais cara. De repente, os países pobres da Europa entram na lista da UE. O que você faria? Tentaria a vida na Itália pra ganhar em Euro, ou na Inglaterra pra ganhar em Libra? Pois é. Aqui está saturado de gente da Europa do Leste. Polônia, Bulgária, Romênia, Lituânia, Eslováquia, Eslovênia, Estônia. Tá todo mundo aqui. O mercado de construção civil é o que está mais saturado. Por isso começou a quebrar. O pior de tudo não é o fato dos caras virem pra cá e trabalharem somente. Aqui você pode pedir inúmeros benefícios do governo: casa, ajuda-aluguel, dinheiro pra quando está desempregado, bolsa-criança, bolsa-mãe-solteira, tudo o que você possa imaginar. E sendo da União Européia, trabalhando aqui, já te dá o direito (detalhe: eu não posso pedir benefício nenhum até completar 3 anos de casada, mesmo se eu tiver filhos – absurdo). Maaaaas, a mulher do polonês que ficou lá no interior da Polônia, pode. Ele trabalha aqui, e ela ganha benefício da Inglaterra lá. Tô falando por experiência própria, isso acontece com um polonês que trabalhava com o David. Bom, agora vocês imaginam. Esse país aqui já é a India misturada com o Paquistão, por causa do acordo de ex-colônia britânica (eles também podem vir, trazer a família inteira, ganhar casa e viver de benefício). Se o país já não tava dando conta dos indianos e paquistaneses, imaginem agora.
A Inglaterra tem que fazer alguma coisa, se não a situação vai ficar feia mesmo. E a única saída que eu vejo é adotar o Euro. Deixar de ser o alvo “money-making” da Europa, deixar o povo se espalhar pra todos os cantos, e não só aqui.
Festa pra terrorista
Tá, eu vou contar uma história pra vocês. Era Julho de 2005, uma quinta-feira e eu me lembro muito bem. Eu estava em Reading, tinha programado meu último dia antes de ir pro Brasil em Londres. Por algum motivo desistimos, eu e a minha amiga. O marido dela, no entanto, foi de trem, saiu daqui às 8 da manhã em direção a Cambridge, no dia 7.
Eu acordei pensando que tudo bem, em um mês voltaria pra cá de novo e iria a Londres mais vezes. Eram pouco mais de 9hs, iguei a TV da sala, a vovó doidinha estava sentada na poltrona falando sozinha. Quando me dei conta da notícia. Ataque terrorista em Londres. Três linhas de metrô, um ônibus. Emergência, ambulâncias, gente chorando na rua, linhas congestionadas. Parecia que estava voltando a um 11 de Setembro.
E justo naquele dia que eu queria tanto ter ido pra Londres. Dia 08 eu estaria no aeroporto. Fiquei chocada, apavorada. Mais de cinquenta mortos. Homens-bomba. Coisas que para nós, Brasileiros, deveriam ser muito distantes estavam ali, do meu lado, quase na minha rotina, quase na estação de trem que eu poderia estar. Nas linhas de metrô que eu passo toda hora.
Enfim, essa história vocês já sabem. Essa semana descobriram que a família de um dos homens bomba de 07 de Julho mora aqui na Inglaterra. E todo dia 07 de Julho eles se reúnem para fazer uma festa. Sim. Uma festa em homenagem ao “mártir” que explodiu e levou com ele mais um monte de gente. Tá chocado? Eu também.
O que seria adequado numa situação dessas? A família paquistanesa mora aqui, ganha benefícios do governo, deve ter casa de graça e mais um monte de coisas que se pode ter por aqui. Os ingleses querem que eles sejam extraditados e proibidos de entrar no país. É o que eu acho. Acho o cúmulo da petulância. Os caras vivem num país onde o talzinho cometeu um ataque terrorista e matou sabe-se lá quantas pessoas, deixando inúmeras paraplégicas e vivas, afetando uma infinidade de gente. E a família do cara faz uma festa todo dia 07 de Julho, enquanto os ingleses levam flores aos locais dos atentados e velam por seus mortos. O que os Estados Unidos fariam? Garanto que se pegassem um parente do Bin Laden fazendo baladinha pra mártir no dia 11 de Setembro ele estaria muito bem frito.
Eu acho um absurdo. E depois vem perguntar porque que esse país está tendo tanto índice de racismo…. Virou a casa da mãe Joana. Os caras chegam aqui, fazem o que querem, pedem o que querem do governo, tentam introduzir uma cultura completamente oposta num país que tem mais de mil anos de idade, trocam placas de rua para árabe, não falam inglês. Parece racismo? Sim, ele está estampado em cada esquina deste país. E a briga não é nova, mas parece que está numa panela de pressão, pronta para explodir a qualquer momento.
Eu acho que racismo é uma bosta, sim. Não generalizo, não julgo todos os paquistaneses e indianos, mesmo porque conheço muitos deles que estão aqui numa boa. Mas acho que existe uma linha tênue na “adaptação”. Se você sai do seu país é você quem tem que se adaptar, não o resto do mundo.
Uma hora de um dia ensolarado
Hoje acordei e fui tomar sol no jardim. Fiz isso ontem, de biquini mesmo, e acabei conhecendo uma menina do flat da frente, Lily, ela é chinesa. Pareceu boazinha.
Hoje ela não desceu. Eu me estiquei na toalha, apreensiva, já que nunca ninguém se atreveu a colocar um biquini no jardim. Vi que o vizinho estranho tinha saído e me joguei ao sol, em boa companhia de Mario de Andrade e seus contos novos, que de novos já não tem mais nada.
O sol até que estava quente para essa ilha tão ao Norte. Ouvi barulhos de tudo quanto era tipo. Passarinhos, uma minhoca passeando na minha frente, mosquitos de todas as espécies. As Megpies (territoriais), só de olho em mim pra ver se me encaravam e me botavam pra correr. Finalmente revi meus esquilos, fazia séculos que eles não apareciam. Na verdade, antes dava pra ver bem porque as árvores estavam secas do inverno. Agora, eles podem passar o dia todo lá que eu não vejo. A não ser que eu esteja bem embaixo delas, o que foi o caso. Um deles deu um pulo mortífero e caiu no chão, na minha frente. Ficou meio encabulado, o esquilo, e saiu correndo pra cima do muro.
Enquanto lia um pouco Mario de Andrade ou apreciava o lento percurso da minhoca, pensei na minha vida. E de repente, como se a ficha caísse mesmo, me dei conta. Estava lá, esticada no jardim do meu flat no interior da Inglaterra. Que diabos estou eu fazendo aqui, no jardim do flat do interior da Inglaterra??? Que sol é esse que não bronzeia?? Que passarinhos são esses que não gorjeiam como lá?? Senti-me mais Brasileira do que nunca. Uma ânsia por sol e mar veio de dentro de mim, não sei explicar. Talvez fosse o cheiro do Nivea Sun, que é o mesmo que eu uso no Brasil. Mas pude jurar por alguns minutos que aquela grama era areia. Senti-me exilada. “Foi uma escolha que você fez”, diria a minha mãe. Exilada por mim mesma. E com saudades de novela….
Ela
Ele estava sentado perto da lareira. Tinha uma xícara de café na mão e mais nada. Sim, não tinha mais nada. Sentou-se perto da lareira porque fazia muito frio naquele começo de noite e o aquecimento já não funcionava como antes.
Desde que sua esposa faleceu, não fazia mais sentido nada naquele mundo. Ele apenas esperava o dia e o momento de encontrá-la. Não havia mais porque ficar ali. Não tinham filhos, muito menos os netos que ele sempre quis ter. Foi uma decisão dos dois quando descobriram que ela era infértil. Não quiseram adotar.
A única criatura que fazia companhia para ele era Mister, o gato. O mesmo gato que ela tanto amava e cuidava. Era o que lhe mantinha ali, perto da lareira.
A televisão ele já não ligava mais, já não interessava o que acontecia pelo mundo. Com oitenta e nove anos, onde iria? A lugar nenhum que sua esposa não estivesse. Para que saber o que acontecia na China… nada mais importava.
Naquela manhã fria ele sentiu algo diferente. Um pouco mais de disposição, uma alegria repentina que não batia há quatro anos, desde quando ela estava viva. Passou o dia arrumando suas poucas coisas, escreveu uma carta. Não era endereçada a ninguém, apenas contava como tinha sido feliz em oitenta e cinco anos e tão triste em apenas quatro. Contava do arrependimento de não ter tido filhos e da falta que fazia algum rosto conhecido num dia desses, de lareira. O cheiro do bolo no forno, como ele sentia falta. E as manhãs de caminhadas no parque, a primavera na Inglaterra, as viagens para o sul da Espanha. Dizia que até do trabalho como operador de máquinas sentia saudade.
Depois de escrever a carta, dobrou o papel e deixou em cima da mesa. Colocou uma cópia da chave da porta da frente em um envelope e posicionou estrategicamente na caixa de correio da vizinha. Tinha muito medo de que lhe acontecesse algo e ficasse ali, sozinho, ele e o gato. O gato precisaria de ajuda. Encheu-lhe o pote de comida e colocou mais um de água.
Fez seu café e sentou-se à lareira. Lembrou de todos os momentos felizes que já passaram. De como era lindo o seu sorriso quando ela acordava, aos trinta e poucos anos, depois de se casarem. Lembrou-se com saudade do dia do casamento, seus pais, sua irmã, seus primos, os amigos. Ninguém mais estava presente hoje. Lembrou-se então dela vestida de noiva, doce, com flores nos cabelos longos e castanhos. Os olhos pintados, mais brilhantes e claros do que nunca. O corpo esculpido por camadas de crepe de seda. O bolo de três andares, com recheio de abacaxi. A lua de mel em Barbados, a cor do mar caribenho. O jeito que ela lhe olhava ao acordar e levantava da cama às cinco e meia para lhe preparar o café. As coisas que só ela sabia fazer quando ele adoecia. E então lembrou-se de como ela ficou linda quando os cabelos começaram a ficar grisalhos, e as rugas apareciam em volta dos lábios e dos olhos. Era impressionante, as coisas mudavam, mas aquele olhar que lhe conhecia por completo continuava igual, com a mesma doçura, a mesma sabedoria. Pensou em suas mãos, ora macias, ora judiadas pelo sabão de côco. Queria suas mãos de novo. Depois veio o câncer, que judiou tanto dela. Justo ela que só merecia o que tinha de mais puro e bom desse mundo. E ela enfrentou tudo como um leão. Meu Deus, como sentia falta. Até do dia em que encontraram Mister pequenininho do lado de fora. E da alegria que ela sentia com o gato.
Ele então colocou sua xícara de lado. Chamou Mister para o seu colo e disse, você também quer vê-la, não quer? Mister aconchegou-se em seu colo cansado, cobriram-se com uma manta e ficaram, à beira da lareira.
Ele fechou os olhos, esperando que ela viesse buscá-los. E assim esperou. Não sabia se poderia fazer isso acontecer. Não sabia o que iria acontecer. Mas esperou. Ele só queria ir para onde todos que ele amava estavam, ele queria ir para casa. Ele não tinha mais nada.
Compilagem
Tô pensando em compilar… tô pensando em ir atrás de um sonho antiiiiiiigo. Tanta gente diz pra fazer, a cartomante tinha dito 30 anos, faltam dois. Me perco no tema, mas preciso compilar alguma coisa. Vou ter que dividir ou refazer, ou reviver. Não, reviver não dá. Bom pra alguns momentos, péssimos para outros. Se alguém entender a minha dúvida, palpite. Palavras engraçada essas, compilagem e palpite.

