Hipocrisia, eu quero uma pra viver

Tem uma coisa que tem me irritado muito ultimamente. Gente metendo o bedelho, dando opinião onde não é chamado.
Eu aprendi desde criança que aquele velho ditado “em briga de marido e mulher não se mete a colher” vale pra qualquer situação. Não só entre marido e mulher. Acho muito feio gente dando opinião na sua vida sem ser solicitado. Acho uma extrema falta de educação.
Eu não saio por aí dizendo o que acho que tem de errado na sua vida, na vida de fulano – por mais que ache trocentas coisas pra falar a respeito. Não faço isso porque fui ensinada a ser assim. E por mais cheia de opinião e geniosa que eu seja, eu sei muito bem o limite onde os meus problemas terminam e os seus começam.
Como diz uma amiga minha, problema nos olhos dos outros não arde. O que é problema pra um não é necessariamente um problema pra outro, mas não deixa de ser pra quem está vivendo.
Ultimamente me falaram que eu falo muito de sexo pra uma “mulher casada”. Um, que meu estado civil não muda a minha personalidade. Não sou evangélica, crente, falo do que quiser e meu marido sabe muito bem com quem casou. E o fato de eu ser aberta é uma das coisas que ele mais ama em mim. Porque aqui em casa, honey, acredite, nunca rolou uma briga de verdade porque eu falo tudo.
Acho muito natural falar de sexo – aliás, tão natural quanto vida e morte. O tempo em que isso era tabu já virou folha amarela. Eu sou uma pessoa bem resolvida e, acima de tudo, não sou hipócrita. Bela hipocrisia quem me fala isso e dorme cada fim de semana com um cara diferente.
Acho engraçado – e triste – como as pessoas acham que você deve se comportar depois que se casa. E, principalmente, o quanto metem o bedelho. O quanto dão opinião onde não são solicitados. Mal aceito esse tipo de coisa dos meus melhores amigos, quem dirá de quem mal me conhece.
Então #ficadica: antes de querer dar opinião no que uns e outros fazem, dê uma meia-volta e se olhe no espelho. Tente consertar a sua vida antes de se achar bom o suficiente pra dar palpite na dos outros. Ah, e claro, educação se aprende, nunca é tarde.

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Nostalgia

Hoje eu acordei nostálgica. Depois de uma longa semana no novo cargo, fazendo turnos de oito, nove, doze horas, depois de ficar das 8:30  às 21h ontem na loja – EM PÉ, acabei dormindo profundamente (com a ajuda de umas pílulazinhas de passiflora).
Daí que eu sonhei que era passado e foi muito estranho. No meu sonho eu tinha uns sete anos (pense, quase 23 anos atrás) e tudo ainda era cor-de-rosa, e todos os meus problemas eram apenas de matemática. Mamãe ainda tinha uma cabeleira loira bem estilo anos 80 e unhas vermelhas muito compridas (me lembro tanto das mãos da minha mãe…). A gente estava na Cidade Universitária com o vovô nos ensinando a soltar pipa. E eu lembro direitinho desse dia que existiu de verdade. Muitos desses dias existiram.
Vovô tinha um loteamento na Cidade Universitária, a chácara, como a gente chamava. Aquele pedaço de terra com o abacateiro, a amoreira e as galinhas dando cria ainda me traz muitas recordações.
Foi muito esquisito sonhar com um passado tão distante e ainda tão vivo na minha memória.
Eu não tenho receio de dizer que minha infância foi a época mais bonita da minha vida e que sou grata todos os dias por ter sido criança na década de 80.

Eu sinto tanta falta dos meus avós.  Muitos de vocês sabem que meu avô foi meu pai, já que perdi meu pai para o câncer quando tinha quase dois anos. E meus avós eram um porto pra mim e pra minha irmã, minha mãe tinha dois empregos.
Vovô se foi há quase 7 anos. Vovó há quase 5. E ainda dói tanto não tê-los mais por perto. Ah, como a vida seria perfeita se a gente pudesse apertar um botãozinho e voltar pra alguma época só pra matar a saudade de quem faz falta hoje…

On/Off

Aviso, é  pornográfico.

A gente na cama, já indo dormir e eu começo a conversar e cantar Cheryl Cole quase-alto. Ele passando a mão em mim:

– De novo?
– Não, tô procurando o botão de desliga.
– O botão você sabe muito bem onde é. Só que ele liga… Que nem esse aqui, ó.
– Puta merda, ligou de novo. Agora desliga.
– Pensa na bunda do Chandler.

Isso é um casal viciado em Friends.

Um pulinho em terras de Cabral…

Acabei não comentando sobre o meu break no Brasil. Por causa da promoção os meus planos tiveram que mudar um pouco. Devo ir pro Brasil ainda, mas somente por três semanas. Ainda não marquei com o trabalho, muito menos passagem, porque não recebi meu passaporte com o visto (já faz 6 semanas e nada, ainda…. espero que venha logo…).

Quero ir em Abril e pegar meu aniversário, dia 03 de Maio, afinal de contas é trintão, né. Quero muito comemorar meus trinta com a minha família e amigos!

O meu break maior ainda estou pensando. Talvez no próximo verão, mas tudo vai depender de como tá andando a carruagem. Dessa vez eu preciso ir porque já vai fazer 1 ano que não vejo minha mãe, minha irmã, meu cachorro. E a saudade tá me corroendo por dentro. Já tive enough.

Essa semana vou pedir as férias pro trabalho, espero que eles estejam de acordo. E se o Universo conspirar, final do ano eu passo uns meses no Brasil, mesmo com um excelente emprego!
😉

Bom assim

Tirou os sapatos, deitou no sofá enquanto segurava uma taça de vinho do Porto. Bom assim, ela disse. Não sentir mais aquela imagem martelando a cabeça, a voz presa ao ouvido. Não queria mais aquilo tudo e, sim, tinha sido muito. Não que não fosse imensa o suficiente para aguentar, aguentaria, ah sim, aguentaria muito e com bastante gosto tudo aquilo. Mas não lhe fazia mais falta.
Olhou para o telefone e não sentiu vontade de ligar pra ele. Até que desejava ouvir sua voz de novo, mas já não sentia mais aquele ímpeto, aquela coisa avassaladora que vem com a paixão. Não, não precisava mais disso. Já conseguia seguramente passar alguns dias sem pensar nele, sem querer saber o que acontecia em sua vida. Não mais a interessava. Encontros e desencontros, repetia. Disso é feita a vida.
Desistir, não. Desencanar, apenas. Afrouxar a rédea, soltar a âncora, deixar o barco percorrer o seu caminho. Quem sabe em outra época, em outro lugar, outra situação. Quem sabe um encontro a mais, um desencontro a menos.
E já não dói. Mas o que foi mexido lá dentro talvez fique para sempre. Quem sabe um dia, um beijo roubado. Quem sabe um dia.  Já não importa mais.
E mudou de pensamento tão rapidamente quanto tomava um grosso gole de vinho. Já não havia mais nada que a prendesse nele. E era bom assim.

Em frente e avante

Essa semana tem sido uma montanha russa de sentimentos pra mim. Primeiro porque duas grandes amigas minhas sairam de Reading. A Pat veio só pra visitar, mas foi uma retrospectiva de 2005 ela aqui, quando a gente ainda só contava ponto do Vigilantes do Peso, ia na Primark e nas aulas de inglês.
A Lu foi embora ontem e, cara, eu chorei muito. A Lu, pra quem acompanha esse blog, foi a primeira pessoa que conheci aqui desde que vim morar permanentemente. Brasileira de Botucatu, taurina como eu, minha melhor amiga aqui. Minha instrutora de academia, professora de yoga, nutricionista, personal trainer, companhia para os dias de sol, esticadas na grama da Universidade. Hoje ela sai de Reading pra uma viagem incrível pelo mundo, fazendo cursos de yoga na Tailândia e na Índia. Vai fazer uma falta absurda na minha vida…

E entre chororôs e saudades, uma notícia mais que esperada: fui promovida!!!!!! SIM, agora sou subgerente da goiabeira!!!! =) Tô super feliz com isso, e parece que a Magnolia também está. Minha gerente regional me promoveu na sexta-feira e disse que também estão de olho em mim para marketing, o que é uma luz gigante no fim do túnel. É o que eu preciso nessa terra: oportunidade.
Ganhei mais responsabilidades, um pequeno aumento e mais horas, o que significa que minha vida vai estar mais corrida. Além disso, vou participar de treinamentos e reuniões de marketing em Londres.
E, óbviamente, como já era de se esperar, ganhei muito mais pressão sobre as vendas. Mas eu confio no meu taco e não vou deixar as minhas vendas caírem.
As meninas da loja estão super felizes também, porque queriam que fosse eu. Agora vou ter que endurecer um pouco, mas sem perder a ternura. Não vou deixar os judeuzinhos fazerem a lavagem cerebral que eles fazem na minha gerente… Mas é isso, parece que os caminhos agora estão abrindo um pouco mais!

E deste lado da bolinha a gente continua a vida… em frente e avante!

Politicamente incorreta

Politicamente incorreta: esse é o novo sonho da mulher moderna. Ser uma Amelia Bloomer de pantufas. Nada de queimar sutiã, apenas ser incorreta por alguns instantes do dia.
Engraçado como o politicamente incorreto da mulher me parece extremamente correto. Ser quem se é, sem nenhuma sombra de dúvida.
Que se dane a lingerie combinando, o salto que aperta, a bolsa falsa da Chanel. Que se danem todos os meus litros de creme e todo o estoque de maquiagem. Hoje quero deitar no jardim e olhar o céu com apenas o que me foi dado, uma pele sardenta.
Quero o direito de não ser julgada por olhares maldosos, quero trocar a academia por um passeio no parque, a sombra cor de pêssego por uma verde com glíter. Quero trabalhar de decote e rasteirinha. Usar biquini mesmo fora de forma. Ninguém paga minhas contas, ninguém resolve meus problemas.
Desmarca a manicure, diz  pra esteticista que hoje não quero limpeza de pele.
Não quero dividir a sobremesa, quero dar um tchauzinho espalhafatoso, mexendo o braço todo, sem pensar no tríceps. E sorrindo.
Também não quero pensar em meia calça e em cartão de crédito para renovar todo o estoque de cosméticos. Manda um pote de Minancora e um abacate para eu passar no cabelo.
Hoje quero tomar banho de banheira com qualquer sabonete que estiver ao alcance e vestir uma calcinha de algodão que não me incomode. Quero passar o dia enrolada num roupão e  meias coloridas. E só por hoje não tomarei chá verde, passarei o dia a base de groselha.
Danem-se o plano verão do ano que vem, a dieta da moda, o corte de cabelo. Quero ser a Brooke Shields em “A Lagoa Azul”. Linda, bronzeada e vivendo de mamão.

Casa do galo

Como eu esqueci de postar o último artigo da Casa do galo, entrego dois de bandeja pra vocês.

Criatividade é uma questão de pular ou não:
http://casadogalo.com/criatividade-uma-questao-de-pular-ou-nao


Quando o conselho é bom, a gente repassa:
http://casadogalo.com/quando-o-conselho-e-bom-a-gente-repassa

O resultado do primeiro foi bem legal, recebi inúmeros emails a respeito e  – até então – ele foi espalhado em mais dois sites. Receber feedback assim dos meus artigos tem sido uma experiência incrível.
Dêem uma passadinha na Casa pra conferir!

Beijocas