Chegueeeei!!

Esse post tinha sumido, entao aih vai de novo:

Pra quem achou que um vulcaozinho fosse me prender do outro lado da bolinha, bom… quase.
Depois de uma passadinha basica por Paris, uma viagem linda pra Suica, a informacao de que um vulcao na Islandia tinha fechado os aeroportos ingleses soaram como sinos desesperados em mim numa quinta-feira a noite.
Sim, meu voo sairia de Zurich pra Londres e de Londres eu pegaria um TAM pro Brasil.
Tive que esperar o dia seguinte pra resolver, ja que essa eh a merda, nunca se resolve nada antes de ser devidamente cancelado. No meu ultimo dia em Zurich, acordei cedo e liguei na recepcao do hotel: voos todos cancelados. Sai pro aeroporto pra tentar ver de la o que fazer, mas acabei ligando no escritorio da TAM na Suica e, olha, existe um santo humano chamado Aline. Essa menina salvou minha vinda pro Brasil.
Tentou me remanejar pra Madri ou Milao, mas nao tinham voos internos da Suica. Tentou, tentou e achou o ultimo, saindo de Zurich pra Milao, e pegando o voo de Milao pra Sao Paulo. Eh, povo, fui parar na Italia, acreditem. Porque se sou eu, a coisa tem que ter historia, neh. Pra que uma viagem na vida da Milena sem emocao? Deus quando me fez ja botou uma etiquetinha de aeroporto em mim. Nao foi “heavy” nem “fragile”, hein. Foi “com emocao”. E ainda me pos numa cegonha de asa quebrada e de asadelta. Ta, parei. Enfim, fui parar em Milao e vim.
E assim, meu voo de Milao foi um dos ultimos, ja que o aeroporto de la fechou hoje tambem. Minha prima ainda ta presa em Zurich, mas eu to aqui oooooh. Respirando ar regular, morrendo de ondas de calor de 2o graus, com sono as oito da noite….
Bilico nunca foi tao feliz e saltitante na vida. Mamae ateh fez almoco. E eu to aqui, escrevendo do ex-quarto da minha irma, do lado do meu quartinho azul que me traz tantas e tantas lembrancas.
Ah, e obvio, ja ateh chorei com Lar Doce Lar. Hohoho.

Updates desde o fim de semana? Meus dias se resumem em alcool, balada, jejum e laboratorios medicos. Hoje resolvi ir pra praia, aproveitar o tempinho booom. Ate emociona dizer “vou pra praia”. Se avistar um ponto reluzente no litoral, eh meu corpinho branco.

Bisous.

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Tô indo

E se alguém perguntar por mim
diz que fui por aí
levando o violão
debaixo do braço
em qualquer esquina eu paro
em qualquer botequim eu entro
e se houver motivo
é mais um samba qu’eu faço


e se quiserem saber se eu volto
diga que sim, mas só depois
que a saudade se afastar de mim…

Nara Leão


Vejo vocês em Paris, se der!
E abre a poooorta, meu Brasil, que eu tô chegando!

Beijos 😉

Brasil, here I come!! =)

Hoje é Sábado, amanhã é Domingo e tem uma coisa: passou MUITO rápido.
Depois de ficar de cama quase a semana toda, trabalhar com uma das piores gripes que eu já peguei, tô com quase tudo arrumado pra ir embora amanhã.
Pois é, amanhã chego em Paris e sexta-feira vou pro Brasil, juro que não vejo a hora. Espero que o tempo passe um pouco mais devagar quando eu estiver lá.
Por enquanto não sei quando vou conseguir postar, talvez só de SP, mas se der eu ainda volto aqui!
Agora é correr pra terminar a mala, fazer a unha e aproveitar muito meu husbandinho. Amanhã ainda trabalho e vou direto pra Eurostar!

E como sempre: VOU SER FELIZ E JÁ VOLTO!!!!!


Brasil, here I come!!!

Every little thing…

Ele já tinha colocado essa música pra mim antes, a gente adora The Police.
Ontem ele colocou de novo e disse baixinho que se Sting tivesse me conhecido teria escrito pra mim. Olhou nos meus olhos e cantou “every little thing she does is magic, everything she do just turns me on, even though my life before was tragic, now I know my love for her goes on…”

Eu amo quando ele me olha com olhinhos de esquilo, cinza azulado, como um lindo dia nublado.


Do I have to tell the story
Of a thousand rainy days since we first met
Its a big enough umbrella…

Tem outras músicas também, um dia mostro pra vocês. 😉


Cadeira, lanterna e escumadeira

Quando eu saí de casa, sabia que ele ia perguntar isso na volta:

– Babe… você pode me explicar o que a cadeira da mesa da cozinha, a lanterna e a escumadeira estavam fazendo na sala?

A partir daí, você também pode imaginar muita coisa. Uma cadeira dobrável, uma lanterna grande, uma escumadeira de alumínio. Devidamente posicionadas na sala. E eu saí atrasada pro trabalho, não tive tempo de guardar tudo.
A cadeira na sala explicaria se eu tivesse chamado mais de seis pessoas e não tivesse onde sentar. Ou um showzinho particular. A lanterna, em plena luz do dia era uma incógnita pra ele, bem como a escumadeira.
Mas tudo isso tinha uma explicação muito plausível, vindo de mim. Abelha, cara. Sim, as abelhas inglesas geneticamente modificadas, monstros produtores de zumbidos horrorosos, elas estão acordando da hibernação. E entrou uma gigante na sala, ficou na parte de dentro da janela.
Pensei em vários planos mirabulosos, mas todos eles falharam. Primeiro, precisaria de um braço mais comprido pra abrir mais a janela sem chegar perto (tipo 1 metro) da abelha. Tentei a lanterna, não deu, era muito curta. Procurei outra coisa mais comprida, se eu dobrasse a cadeira conseguiria um metro de extensão de braço. Suando frio, eu abri a janela com a cadeira.
Agora tinha que dar um peteleco na abelha sem chegar perto dela. Escumadeira. Foi assim. E ó, minha mãe tava até no skype acompanhando meus gritos.

Caio Fernando, Londres, 1973

Achei essa foto incrível do Caio na internet, da época em que ele morava em Londres.
Foi tirada na Trafalgar Square, em 1973.

Postei no tumblr.

“Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não conseguirás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele. Que não suspeitará da tua perdição, mergulhado como agora, a teu lado, na contemplação dessa paisagem interna onde não sabes sequer que lugar ocupas, e nem mesmo se estás nela.”

Caio Fernando Abreu

Post-it

Eu queria te contar que cansei.
Cansei de escrever cartas e não mandar, cansei de não receber resposta, cansei de apertar a mesma tecla e a vida não reagir.
Acho que quando a vida pára de reagir é porque o tempo morreu. Passou, virou a página, a energia é outra.
Acho que estou precisando de um tempo pra mim, pra todos nós. Um tempo em Paris com cheiro de tulipa fresca.

***

Sabe que tudo isso apaga um dia, fica solto na areia esperando a maré cheia levar de volta. Preciso soltar de mim todos esses grilhões que me seguram. Cansei, cara, cansei. Cansei de todas essas coisas, não preciso disso.
Vou abrir a janela e inspirar o mundo, expirar você. Talvez a vida seja isso mesmo, a gente apenas inspira e expira os outros, as coisas mudam, as cenas mudam, e até mesmo o que permanece trancado lá no fundo é esquecido um dia.
Sinto o cheiro do hiacinto no vaso da sala. Como se a natureza dissesse, vai, levanta, caminha pra frente. O cheiro é outro.

***

Mas é. Aquela coisa, “it´s realizing that you don´t need certain people and their crap”. Porque o que você tem me dado é crap. A lot of, só pra mostrar o quanto você é pequeno de espírito.

***

Pois é, cansei.
Paris.
Inspiro tulipas e expiro você.