Notícia boa ou ruim primeiro?

Primeiro a boa notícia??? Passei no teste da cidadania inglesa!!! Uhuuuu! Foi super difícil, tava morrendo de medo de não passar, porque não ia dar tempo de fazer outro, mas no fim deu certo. Um cara que prestou comigo não passou pela segunda vez. A mulherzinha veio com uma cara glútea pra ele e o papel de que não tinha passado. Olhou pra mim e disse “vou imprimir teu resultado”. Voltou com outra nádega no lugar da cara e meu coração já veio na boca: “FO-DEU”. Com a mesma cara de bunda ela disse “parabéns, você passou”. Juro, a mulher devia se inscrever pra atriz de pegadinha. Ô gente sem coraçãããão.

Notícia médio: conheci a pessoa mais carente de toda a minha indústria vital. Geeeente, vocês não tem noção. Também, quem mandou ser sociável e falar com todo mundo, né dona Milena? Toma.
O teste foi numa biblioteca e eu esperei o resultado atrás de uns computadores. Tinha uma mulher abrindo o email dela e uma frase gigante em português. Neurônios carnavalescos jogaram confete, gritaram uh tererê e me obrigaram a fazer a fatídica pergunta: é brasileira? Dois pequenos olhos brilharam naquela biblioteca, disse que era portuguesa, catou a bolsa, sentou do meu lado, me fez um interrogatório de dar inveja à CIA e me chamou pra um café. Mamãe bem que dizia pra não aceitar nada de estranhos… quando vi, já tava no Costa Café de Maidenheadcom a minha melhor amiga.
Ela se chama Cláudia, tem 39 anos e – gente – mora aqui sozinha há nove. Não é à toa, né. Eu já mal aguento esse lugar em duplinha de dois!!! Imagine sozinha???
Como eu sou uma boa samaritana e acho que ninguém surge nas nossas vidas por acaso, dei meu telefone pra ela (olha que idiota). Ela me acompanhou até a estação de trem (falei que é melhor amiga) e disse “posso ir pra Reading com você?” Eu meio que fiquei com medo, sabe, nem cachorro abandonado acompanha tanto assim. Mas daí senti pena e disse “não”. Hohoho. Não quis ser má, mas tenho que resolver a papelada do visto e tal, não vou enfiar um ser humano abandonado assim na minha casa logo de cara.
Eu tenho certeza que daqui a duas horas ela vai me ligar. Certeza.
Fiquei com um misto de pena e obrigação-para-com-o-próximo, mas metade de mim só diz “Assifudê”.
Enfim, como eu sou besta, coração mole, idiota e burra, provavelmente falarei mais da Cláudia por aqui.

Notícia ruim: A Inglaterra está o caos. O dia depois de amanhã é hoje. Volto em breve com notícias fresquinhas. Aguardem cenas do próximo capítulo.

E 2010 começa hoje pra mim! Feliz 2010, eeeeu!!!!

PS: UPDATE: Não deu 10 minutos que eu terminei o post e ela já ligou hahahaha… Toooooma!!!

Como sobreviver ao frio

Muitos de vocês já devem ter visto o caos que está no Reino Unido esta semana. O inverno mais rigoroso dos últimos 50 anos veio acompanhado com a maior tempestade de neve. E, em menos de 1 mês, já nevou forte duas vezes.
Pra quem não sabe, o Norte da Inglaterra, a Escócia e a Irlanda do Norte estão acostumados com neve. Mas aqui no sul, perto de Londres, isso ainda é tão fenômeno quanto neve no sul do Brasil.
No ano passado, em Fevereiro, nevou bastante. Nada comparado ao que nevou essa semana, mas o suficiente pra deixar a gente feliz, parar Londres por um dia e fazer boneco de neve.
Desta vez a neve começou às 17:30 do dia 05 e só parou na noite de ontem. Neve forte durante vinte e quatro horas estragou a Inglaterra.
Aqui em Reading tem mais de 40cm de neve acumulada e como a temperatura está assustadoramente negativa, a neve não tem derretido. Ontem à noite, em Oxfordshire, aqui do lado, fez -17 graus. Não é brincadeira, o negócio tá sério mesmo.

Então aqui vão algumas dicas pra você que acha que nunca vai precisar se lembrar delas:

1. Extremidades são as partes mais vulneráveis. Pés, mãos, orelhas, nariz. Aquela estória de orelha quebrar no frio não é brincadeira, a gente não sente a orelha congelar. Então não subestime o gorro.
Pés pedem vários pares de meia, de preferência “thermal”, feitas com tecido especial ou lã. Coloque a thermal primeiro, pra entrar em contato com o pé. Se seus pés ainda estiverem frios com quatro, cinco pares de meia, coloque jornal como palmilha dentro do sapato. É sério. E quando chegar em casa, direto para a banheira ou fazer um escalda-pés.

2. Não há muito o que se fazer com o nariz, tente esquentá-lo de vez em quando, cobrindo-o com o cachecol ou a mão.

3. Nunca coloque luvas fora de casa. Se as suas mãos estiverem geladas, a luva cria uma espécie de “bolsa térmica” e mantém a temperatura que está. Esquente as mãos primeiro e coloque as luvas antes de sair. Aliás, nunca “ache” que não precisa de luvas. Um dia não achei as minhas na bolsa, desencanei, e cheguei na casa de uma amiga com o dedinho azul. Medo.

4. Se você chegar em algum lugar não sentindo as mãos debaixo das luvas, cuidado. Não coloque em água quente. Dá um choque térmico e qualquer temperatura acima das tuas mãos parece que está escaldando. Eu fiz isso outro dia e quase morri de dor, até água fria queimava. Esfregue bastante as mãos e tente mantê-las perto do aquecedor. Elas precisam voltar à temperatura naturalmente.

5. Não confie em sapatos à prova d´água. Todos os meus não seguram a neve. Compre um par de galochas ou faça como eu, aconselhada pelo ex cadete mirim do exército, que é o meu marido: enrole os pés em sacos plásticos e depois coloque-os dentro das botas. (Sim, eu tenho feito isso e quero morrer de catapora assassinando todo o meu passado no mundo da moda….) Mas não queira ficar com os pés molhados. Não mesmo.

6. Beba muito líquido e coma coisas quentes.

7. Muito cuidado com gelo. Se o chão reflete é porque tem gelo. Se não reflete, ainda assim pode ter o chamado “black ice”, que é o que você não vê. Não há muito o que fazer, você vai escorregar, patinar e cair. Mas um tombo pode ser perigoso. Tem uma moda nova rolando aqui de gente saindo de ski no gelo. Vi um cara em Reading ontem.

8. Se você tiver que andar no gelo, use sapato com “grips”, sem sola lisa. Sola lisa é morte. Ou então faça como eu e considere comprar umas chuteiras. Ande devagar, muito devagar e tente se equilibrar. Não há mais nada a fazer. E se cair, ria.

9. Não saia de casa depois de uma tempestade de neve que virou gelo, a não ser que seja realmente necessário. Se for sair de carro, deixe cobertores e casacos extras no porta mala e leve sempre água e comida com você. Teve gente presa no carro, nas estradas congeladas, por mais de 10 horas (com a temperatura negativa).

10. Nunca acredite no sol morando na Europa. Um solzinho lá fora pode ser propaganda enganosa. Sol de inverno não esquenta. Não subestime o frio.

11. Se você sentir que fica tonto durante o inverno, pode ser que tenha labirintite irritativa ao frio. Eu tenho. E só descobri depois que passei meses andando torto. Dica super fácil, tome cápsulas de gingko biloba todas as manhãs. Regulariza o labirinto.

12. Não se desespere se achar que não está conseguindo enxergar direito no inverno. O grau do seu óculos não aumentou, é a falta de incidência solar que contribui pra isso.

13. Agora aproveite para deixar seus vinhos geladinhos na janela e vá fazer um boneco de neve!

Eu sei que no Canadá e na Dinamarca essas dicas parecem ridículas. Mas a Inglaterra é um país despreparado para a neve, então todo cuidado é pouco.

Deita do meu lado

Deita do lado meu lado. Beija a minha nuca, envolve meu corpo na tua coxa,  me deixa sentir o frio correr pelas costas. Derreta comigo, nesse quente ardido que me molha a boca, mistura as tuas gotas às minhas, sente o arrepio que invade o corpo. Derrama em mim todo esse calor e me faz acreditar em qualquer coisa de novo.

Uma imagem vale mais

Tá nevando há 24horas. A Inglaterra tá em estado de choque, chamando a coisa de “Big Freeze”, “Big Foot” ou algo do gênero hohoho (pra mim tá mais pra “O dia depois de amanhã). Enfim, tem mais de 40cm de neve acumulada lá fora, eu fui trabalhar, dei uma de louca e fechei a loja em 1 hora porque ninguém mais tinha aberto.
Não parou de nevar desde às 17:30 de ontem. Esse video foi feito hoje, às 11:00h. Repara que a cidade tá meio fantasminha camarada…. sem ônibus, sem lenço, sem documento. Dessa vez eu não caí porque ainda não virou gelo, mas amanhã é outro papo.
E quem reclamar do calor no Brasil leva uns sopapos virtuais! Rá.

Update

– Tá um frio polar aqui nesse fim de mundo. Ontem fez MENOS dez, coisa que você achava que nunca ia ver na vida.
– Tá nevando hoje desde às 17:30h, sem parar. “Severe weather warning” garantindo que vai bater o recorde dos recordes. Nunca vi tanta neve assim na Inglaterra. O mundo tá perdido mesmo, ainda nem é fevereiro!!!! Já tem 20cm de neve acumulada em Reading e a previsão é non-stop até quinta-feira. Amanhã vou acordar achando que me abduziram pra Rússia.
– Sexta tenho a tal da prova da cidadania inglesa, que eu tenho que fazer pra tirar o visto de permanência. Tô aqui tentando entender uns alhos e bugalhos que nem inglês sabe, de um livro muito dos mal escritos. Torçam por mim.
– Sem tempo pra nada a não ser tuitar, estudar a porcaria do livro, pensar no visto, vender goiaba, comer e outras cositas mas…
– Volto em breve com um “manual de sobrevivência no frio europeu”. Se eu sobreviver e não virar uma estátua brasileira de gelo. Se eu virar, que vire perto do Oscar Wilde, assim, pra dar uma enfeitada.

E não me falem que estão morrendo de calor, derretendo, suando o bigode e coisa e tal, e que queriam estar aqui. Queriam nada. Só quem tá aqui ou já passou por isso sabe o que é. Friozinho brasileiro é fichinha. Friozinho em viagem de turismo é bacana, dura pouco. Ter que sair na neve pra trabalhar, sentir o nariz congelado e perder os sentidos nas mãos não é. Então continuem suando aí que é mais legal. (É, tô de TPM).

Gosto de gente

Recebi este texto da minha tia, por email, escrito assim: “Especialmente pra você, minha querida Milena”.
Amo tanto as minhas tias…

“Eu gosto de gente que vibra, que não tem de ser empurrada, que não tem de dizer que faça as coisas, mas que sabe o que tem que fazer e que faz. A gente que cultiva seus sonhos até que esses sonhos se apoderam de sua própria realidade.
Eu gosto de gente com capacidade para assumir as conseqüências de suas ações, de gente que arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, que se permite, abandona os conselhos sensatos deixando as soluções nas mãos de Deus.
Gosto de gente que é justa com sua gente e consigo mesma, da gente que agradece o novo dia, as coisas boas que existem em sua vida, que vive cada hora com bom ânimo dando o melhor de si, agradecido de estar vivo, de poder distribuir sorrisos, de oferecer suas mãos e ajudar generosamente sem esperar nada em troca.
Eu gosto da gente capaz de me criticar construtivamente e de frente, mas sem me lastimar ou me ferir. Da gente que tem tato.
Gosto da gente que possui sentido de justiça.
A estes chamo de meus amigos.
Me gosta a gente que sabe a importância da alegria e a pratica.
Da gente que por meio de piadas nos ensina a conceber a vida com humor.
Da gente que nunca deixa de ser animada.
Gosto de gente que nos contagia com sua energia.
Gosto de gente sincera e franca, capaz de se opor com argumentos razoáveis a qualquer decisão.
Gosto de gente fiel e persistente, que não descansa quando se trata de alcançar objetivos e idéias.
Me encanta a gente de critério, a que não se envergonha em reconhecer que se equivocou ou que não sabe algo.
De gente que, ao aceitar seus erros, se esforça genuinamente por não voltar a cometê-los.
De gente que luta contra adversidades. Gosto de gente que busca soluções.

Gosto da gente que pensa e medita internamente. De gente que valoriza seus semelhantes, não por um estereotipo social, nem como se apresentam.
De gente que não julga, nem deixa que outros julguem.
Gosto de gente que tem personalidade.
Me encanta a gente que é capaz de entender que o maior erro do ser humano é tentar arrancar da cabeça aquilo que não sai do coração.

A sensibilidade, a coragem, a solidariedade, a bondade, o respeito, a tranqüilidade, os valores, a alegria, a humildade, a fé, a felicidade, o tato, a confiança, a esperança, o agradecimento, a sabedoria, os sonhos, o arrependimento, e o amor para com os demais e consigo próprio são coisas fundamentais para se chamar GENTE.
Com gente como essa, me comprometo, para o que seja, pelo resto de minha vida… já que, por tê-los junto de mim, me dou por bem retribuído.”

(Mário Benedetti)

Virada

Dia 31 de Dezembro de 2009, 23:45h em Reading, Inglaterra.
Sofá aberto, velas, rosas, televisão ligada esperando os fogos em Londres, Paolo Nutini cantando, champagne pronta pra ser estourada. Inverno. Três graus negativos lá fora, clima quente aqui dentro.

– Ihhhh… mas assim a gente vai passar o reveillon sem usar cor nenhuma… A calcinha é nova…
– Relaxa, a gente tá branco.

(Hahahaha)

Let it snow, o cacete…

A neve até já derreteu e só agora eu criei vergonha na cara pra contar pra vocês como foi.
Então, começou a nevar na madrugada de Sexta-Feira, dia 18. David me acordou de manhãzinha e disse pra eu ir até a janela. Eu parecia uma criança feliz que espera a viagem pra Disney no dia seguinte. Nevava muito. Mas muito. E o jardim todo estava branco. Não consegui dormir mais, óbvio.
Dia seguinte fui trabalhar e vi a neve caindo lá fora do shopping. Na hora do almoço, não sei se por frio ou emoção, até esqueci meu cartão de débito no mercado. Tá, foi o frio. O frio daqui congela meu cérebro, eu tenho certeza que entro em hipotermia… não funciona nada!!!
Começou a nevar muito perto das 14h e eu saí às 16h. Saí da loja com a Helly, uma das meninas que trabalha comigo, e fomos por dentro do shopping até o rio. Cena de filme. Cada uma puxou uma porta do shopping e um “uaaaaaaau” duet surgiu naquele momento. Nunca vou me esquecer dessa cena, a neve caindo maciçamente em cima da beira do rio, as crianças brincando, o dia escurecendo (sim, escurece às três e pouco no inverno).
Eu ACHEI que tinha oito anos e fui pulando, com a neve caindo em mim e dando gargalhada. Subi uma escadinha, desci uma escadinha e eis que surgiu o meu grande problema: catapuf. Fui direto pro chão. Porcaria de neve que escorrega. Doeu, machuquei minha mão, mas levantei, sacodi a NEVE e dei a volta por cima. Continuei o percurso até em casa sem a Helly.
Comecei a perceber que minha bota não dava conta e eu meio que escorregava em algumas partes. Uma mulher na minha frente caiu três vezes. E ela caía e gritava uuuuui. E eu ria e esperava a minha vez.
Demorei séculos pra chegar em casa porque queria tirar foto. Brasileira deslumbrada, já viu neve, mas nunca ficou embaixo da nevasca. Ai que feliz que eu tava… Quarto inverno nesse país e eu me sentia uma virgem de neve.
A neve cai como chuva, né gente. E assim, nem sempre adianta guarda-chuva (como não adianta pra chuva daqui também). E, coisa que você só aprende aqui, a neve derrete em contato com o corpo. Óbvio. Aí você fica molhado.
E também sabem que gelo queima, né? Então vai vendo a tortura. Eu feliz, com os olhinhos olhando pro céu, de onde cai tanto algodãozinho!!!! Pá, pá, pá. Começou a doer. Muita neve batendo no meu rosto, caiu um floco dentro do meu olho e eu já comecei a xingar, tava queimando. Mas continuei tirando foto.

Esse momento foi 1 segundo antes da neve no olho... Olha o estado da criança...

Na Watlington Avenue, rua que virou o tormento da minha vida, tava tudo branquinho. Mas a neve em si não é tão problemática assim pra andar, ela dá atrito com o sapato, então eu fui. Devagarinho, mas fui.
Cheguei em casa com neve até no sutiã. O topo do meu gorro era quase um Everest. E eu ria, vermelha, queimada, com a mão doendo. E nesse dia nevou das 14h até o dia seguinte.
Dia seguinte lá fui eu trabalhar de novo. Aí a neve já tava pisada, de tanta gente andando em cima. Os próximos dias foram um tormento. O esquema era andar tipo Happy Feet. Bracinhos abertos, passos arrastados, olhando pra baixo sempre. Chegava em casa com dor nas costas, né, meia hora andando feito pinguim, eu não aprendi isso quando era criança!
O povo daqui é patinador profissional, minha gente. Polonês, então, que vive com -20 graus, olhava pra mim com cara de “que que é essa pobre coitada” (veja a cara da loira me olhando no video “Micastino vai pra casa”… certeza que é polonesa!) Eu me sentia uma criança de um ano tentando me equilibrar.
A Watlington Avenue virou uma pista de patinação. Não havia lugar pra se esconder. Caí lá umas cinco vezes. A sorte é que eu tinha tanta camada de roupa que os tombos nem doíam tanto… No video eu comecei a filmar dessa avenida.
E vocês acham que só aí que a gente reclama do governo, é! Eu moro do lado do hospital mais importante de toda a região de Berkshire. Os caras jogaram sal na rua (o sal derrete a neve) e não jogaram na calçada!!! NEM na calçada do hospital. Inconformada.
Foram dias assim. Depois, pra ajudar mais, choveu em cima da neve. Com menos alguma coisa, virou outra camada de gelo. Pra mim, aquilo tudo já era uma grandessíssima merda. Eu botava o pé pra fora do prédio e já caía. Não aguentava mais levar tombo. Juro. Um dia tive que ir pro trabalho de táxi, porque na tentativa à pé  eu já tinha caído três vezes em uma faixa de 10 metros, imagine o que seriam 2 kilômetros assim.

Agora tem mais previsão de neve pra essa semana. E eu não tô nem um pouquinho empolgada. Próxima vez, juro que compro um par de skis…