On/Off

Aviso, é  pornográfico.

A gente na cama, já indo dormir e eu começo a conversar e cantar Cheryl Cole quase-alto. Ele passando a mão em mim:

– De novo?
– Não, tô procurando o botão de desliga.
– O botão você sabe muito bem onde é. Só que ele liga… Que nem esse aqui, ó.
– Puta merda, ligou de novo. Agora desliga.
– Pensa na bunda do Chandler.

Isso é um casal viciado em Friends.

Um pulinho em terras de Cabral…

Acabei não comentando sobre o meu break no Brasil. Por causa da promoção os meus planos tiveram que mudar um pouco. Devo ir pro Brasil ainda, mas somente por três semanas. Ainda não marquei com o trabalho, muito menos passagem, porque não recebi meu passaporte com o visto (já faz 6 semanas e nada, ainda…. espero que venha logo…).

Quero ir em Abril e pegar meu aniversário, dia 03 de Maio, afinal de contas é trintão, né. Quero muito comemorar meus trinta com a minha família e amigos!

O meu break maior ainda estou pensando. Talvez no próximo verão, mas tudo vai depender de como tá andando a carruagem. Dessa vez eu preciso ir porque já vai fazer 1 ano que não vejo minha mãe, minha irmã, meu cachorro. E a saudade tá me corroendo por dentro. Já tive enough.

Essa semana vou pedir as férias pro trabalho, espero que eles estejam de acordo. E se o Universo conspirar, final do ano eu passo uns meses no Brasil, mesmo com um excelente emprego!
😉

Bom assim

Tirou os sapatos, deitou no sofá enquanto segurava uma taça de vinho do Porto. Bom assim, ela disse. Não sentir mais aquela imagem martelando a cabeça, a voz presa ao ouvido. Não queria mais aquilo tudo e, sim, tinha sido muito. Não que não fosse imensa o suficiente para aguentar, aguentaria, ah sim, aguentaria muito e com bastante gosto tudo aquilo. Mas não lhe fazia mais falta.
Olhou para o telefone e não sentiu vontade de ligar pra ele. Até que desejava ouvir sua voz de novo, mas já não sentia mais aquele ímpeto, aquela coisa avassaladora que vem com a paixão. Não, não precisava mais disso. Já conseguia seguramente passar alguns dias sem pensar nele, sem querer saber o que acontecia em sua vida. Não mais a interessava. Encontros e desencontros, repetia. Disso é feita a vida.
Desistir, não. Desencanar, apenas. Afrouxar a rédea, soltar a âncora, deixar o barco percorrer o seu caminho. Quem sabe em outra época, em outro lugar, outra situação. Quem sabe um encontro a mais, um desencontro a menos.
E já não dói. Mas o que foi mexido lá dentro talvez fique para sempre. Quem sabe um dia, um beijo roubado. Quem sabe um dia.  Já não importa mais.
E mudou de pensamento tão rapidamente quanto tomava um grosso gole de vinho. Já não havia mais nada que a prendesse nele. E era bom assim.

Em frente e avante

Essa semana tem sido uma montanha russa de sentimentos pra mim. Primeiro porque duas grandes amigas minhas sairam de Reading. A Pat veio só pra visitar, mas foi uma retrospectiva de 2005 ela aqui, quando a gente ainda só contava ponto do Vigilantes do Peso, ia na Primark e nas aulas de inglês.
A Lu foi embora ontem e, cara, eu chorei muito. A Lu, pra quem acompanha esse blog, foi a primeira pessoa que conheci aqui desde que vim morar permanentemente. Brasileira de Botucatu, taurina como eu, minha melhor amiga aqui. Minha instrutora de academia, professora de yoga, nutricionista, personal trainer, companhia para os dias de sol, esticadas na grama da Universidade. Hoje ela sai de Reading pra uma viagem incrível pelo mundo, fazendo cursos de yoga na Tailândia e na Índia. Vai fazer uma falta absurda na minha vida…

E entre chororôs e saudades, uma notícia mais que esperada: fui promovida!!!!!! SIM, agora sou subgerente da goiabeira!!!! =) Tô super feliz com isso, e parece que a Magnolia também está. Minha gerente regional me promoveu na sexta-feira e disse que também estão de olho em mim para marketing, o que é uma luz gigante no fim do túnel. É o que eu preciso nessa terra: oportunidade.
Ganhei mais responsabilidades, um pequeno aumento e mais horas, o que significa que minha vida vai estar mais corrida. Além disso, vou participar de treinamentos e reuniões de marketing em Londres.
E, óbviamente, como já era de se esperar, ganhei muito mais pressão sobre as vendas. Mas eu confio no meu taco e não vou deixar as minhas vendas caírem.
As meninas da loja estão super felizes também, porque queriam que fosse eu. Agora vou ter que endurecer um pouco, mas sem perder a ternura. Não vou deixar os judeuzinhos fazerem a lavagem cerebral que eles fazem na minha gerente… Mas é isso, parece que os caminhos agora estão abrindo um pouco mais!

E deste lado da bolinha a gente continua a vida… em frente e avante!

Politicamente incorreta

Politicamente incorreta: esse é o novo sonho da mulher moderna. Ser uma Amelia Bloomer de pantufas. Nada de queimar sutiã, apenas ser incorreta por alguns instantes do dia.
Engraçado como o politicamente incorreto da mulher me parece extremamente correto. Ser quem se é, sem nenhuma sombra de dúvida.
Que se dane a lingerie combinando, o salto que aperta, a bolsa falsa da Chanel. Que se danem todos os meus litros de creme e todo o estoque de maquiagem. Hoje quero deitar no jardim e olhar o céu com apenas o que me foi dado, uma pele sardenta.
Quero o direito de não ser julgada por olhares maldosos, quero trocar a academia por um passeio no parque, a sombra cor de pêssego por uma verde com glíter. Quero trabalhar de decote e rasteirinha. Usar biquini mesmo fora de forma. Ninguém paga minhas contas, ninguém resolve meus problemas.
Desmarca a manicure, diz  pra esteticista que hoje não quero limpeza de pele.
Não quero dividir a sobremesa, quero dar um tchauzinho espalhafatoso, mexendo o braço todo, sem pensar no tríceps. E sorrindo.
Também não quero pensar em meia calça e em cartão de crédito para renovar todo o estoque de cosméticos. Manda um pote de Minancora e um abacate para eu passar no cabelo.
Hoje quero tomar banho de banheira com qualquer sabonete que estiver ao alcance e vestir uma calcinha de algodão que não me incomode. Quero passar o dia enrolada num roupão e  meias coloridas. E só por hoje não tomarei chá verde, passarei o dia a base de groselha.
Danem-se o plano verão do ano que vem, a dieta da moda, o corte de cabelo. Quero ser a Brooke Shields em “A Lagoa Azul”. Linda, bronzeada e vivendo de mamão.

Casa do galo

Como eu esqueci de postar o último artigo da Casa do galo, entrego dois de bandeja pra vocês.

Criatividade é uma questão de pular ou não:
http://casadogalo.com/criatividade-uma-questao-de-pular-ou-nao


Quando o conselho é bom, a gente repassa:
http://casadogalo.com/quando-o-conselho-e-bom-a-gente-repassa

O resultado do primeiro foi bem legal, recebi inúmeros emails a respeito e  – até então – ele foi espalhado em mais dois sites. Receber feedback assim dos meus artigos tem sido uma experiência incrível.
Dêem uma passadinha na Casa pra conferir!

Beijocas

Das coisas que só acontecem comigo

Eu na loja, chega um casal de indiano que mal sabia falar inglês.

– Excuse me. Tem Curry aqui no shopping?

Gente, faz as contas. Indiano, curry, tudo igual. Eu já respondi.

– Olha, acho que aqui não tem curry em lugar nenhum.
– No Curry?
– Não, meu senhorzinho, aqui dentro eu nunca vi.
– Mas me falaram que aqui, curry…
– Olha, o curry mais próximo que você pode achar é ali na esquina.
– Lá fora, curry?
– Sim! Desce ali, vira à direita, na outra esquina tem um restaurante indiano, acho, com curry, arroz e todas essas outras coisas.

O cara ainda parecia muito confuso. Daí que fez faísca entre os meus neurônios e ele disse:

– But Curry, computer?

Poisé, tem uma loja de eletrônicos aqui chamada Curry´s.

– Putz, cara. Curry´s??? Eu achando que você queria comer um curry, um arrozinho, um tikka massala! Desculpa aê, não tem mais Curry`s aqui não, agora é PC World.

Ah, gente, eu não culpo meus neurônios, não. O nome da bagaça é Curry´S, curry pra mim, sem o “s”, é comida. E indiano está para curry, assim como caribenho está para a Mango. (hahaha, mentira, falei isso só pra enfeitar).
E outra, culpa do infeliz que deu o nome da loja de eletrônicos de Curry´s. É a mesma coisa que abrir uma loja de esporte e chamar de ARROZ. Criatividade pamonha, hein.

WTF?

A Helly é uma amiga muito querida do trabalho, ex-cabelereira, atual vendedora de goiaba (ela que cortou meu cabelo quando a gente tava bêbada).
Hoje estávamos conversando sobre a minha semi-vontadinha de voltar a ser loira.

– Eu adoro você morena, mas acho que loira ia ficar bem legal.
– Então, o Kirokara, aquele salão lá na London Street, tá fazendo uma promoção de luzes, corte, lavagem e escova por 60 libras.
– Uau! Mas, assim, se você for lá não marca com o cara que só tem um olho!

Oi???? Pois é, o cabelereiro só tem um olho.

– Cara, mas tipo, é preciso dois olhos pra se cortar um cabelo!
– Liga lá e marca com a menina, ela tem dois olhos.

Hahahahahahaha.

Não é preconceito, juro. Como a gente concluiu depois, se o cara foi treinado com um olho só, beleza. Agora se ele foi treinado com dois olhos e no meio do caminho só sobrou um, eu fico tensa.