Vício

Achei no meu ex-blog… já sabem né, não consigo…
Mania: de falar e dar risada sozinha… às vezes dirigindo, muitas vezes em inglês…
Adoro: Céu azul, sol, areia fininha e mar (ai, ai…)
Odeio: Pernilongo, gente mal educada e comida britânica.
Não vivo sem: Academia
Shampoo: Tresemmé
Imprescindível: Rímel que alonga.
Gosto de usar: Vestido
Sina: Escolhida a dedo para situações extra-ordinárias
Não gosto de usar: Não uso nada que não goste…
O que faço quando estou sozinha: Canto e interpreto com direito a colher de pau como microfone!! E ainda faço sessões extra de salsa, samba ou axé na sala.
Tenho pavor: De tubarão (????)
Tenho fascinação por: Borboletas, já quase bati o carro vendo umas voarem… hehehe
Sonho: acordada…
Não posso: Fazer bronzeamento artificial
Saudades: Dos meus avós
Vontade: De chocolate, praticamente todos os dias…
Posso: Ousar
Sapato: De salto
Não consigo: Dormir o dia inteiro…
Nem que a vaca cante a música do Big Brother: Dormir de maquiagem, nem trêbada, caindo pelos cantos!
Queria: Comer o que quisesse sem engordar
Pareço: Judia, inglesa… qualquer coisa que não seja brasileira.
Acordo: Tagarela
Invento: Comida
Na TV: Friends
Durmo: De camisola, ou camiseta
Um fato: O amor
Não esqueço: Minhas raízes, meu Brasil
Todo mundo sabe: que sou um livro aberto!
Ninguém sabe: e deveria continuar sem saber!

Cotidiano gringo

Todo dia ele faz tudo sempre igual
me sacode às seis horas da manhã
me sorri um sorriso pontual
e me beija com a boca de hortelã

Todo dia eu digo pra ele se cuidar
Essas coisas que diz toda mulher
Falo uma lista de coisas que ele tem que arrumar
Durmo mais, não é hora de ficar de pé

Todo dia eu ligo pra checar
Se ele foi ao banco, pagou o aluguel e a prestação
Depois penso na casa pra arrumar
E me calo em rumo à malhação

Cinco da tarde como era de se esperar
Eu já tô com a barriga no fogão
Faço um chá, arrumo espaço no sofá
E chamo pra ver Friends na televisão

Toda noite ele diz que sempre vai me amar
Meia noite a gente jura eterno amor
Não dá nem mais tempo de namorar
Amanhã acorda cedo, não rouba meu cobertor!!

Visualiza o fim de semana

Tá, visualiza a situação do fim de semana.
Sábado, solzinho, ok. Fomos dar umas voltas no centro, fizemos as compras da semana. David quis comer no KFC. Eu quis morrer de catapora. Se você tem um marido como eu sabe o que é a vida com catchup. Pra que comer aquele hamburguinho tosco do restaurante que tem salada?? Não, quer o tal do Kentuchy Fried Chicken. Poutes grila, meu e a minha dieta?? E os quilos que eu ganhei e ainda não foram embora? Ok, resolvi ceder ao KFC. Tinha uma tal de wrap barbacue. Eu amo barbacue e, teoricamente, wrap (tortilla) tem menos fermento que pão… resolvi analisar a oferta. Frango empanado, alface, tomate, molho barbacue, queijo, maionese, hash brown e bacon. Putz, bacon não. Eu adoooooro, mas economizaria umas 300 calorias sem ele. Manda a mulher fazer sem bacon. Resumindo. O meu pedido foi um wrap sem bacon, sem hash brown, sem queijo e sem maionese. A mulher ficou olhando pra minha cara como se tivesse numa reunião dos Vigilantes do Peso. Eu disse, é isso aí, pode cobrar o valor de tudo mesmo… no problem… pague 1, leve menos 500 calorias.
Mesmo assim, tendo lutado contra o KFC, fiquei com um peso na consciência que Deus me ajude… de TPM (leia-se: me vendo no espelho dos horrores, três vezes maior), comecei as minhas crises.
Aí à noite tive que comprar absorvente de emergência. O único que achei foi um revival anos 90, sabe? Tipo “MODESS”????? Lembra da tua primeira menstruação, que te deram aquela almofada chamada Modess, que nem vinha empacotado individualmente, e você teve que reaprender a andar de fralda? Pois é. Foi isso aí, me senti de Pampers ontem.
Aí visualiza. Domingo, onze da manhã, friozinho e garoa. Eu de “chico”; de faldra geriátrica, morrendo de cólica e me vendo no espelho dos horrores. Resolvi ir pra onde? Pra cadimia, lógico. Visualizou toda a cena???? Pior que isso só neve. E tem mais! Vinte minutos de caminhada morro acima só pra CHEGAR na academia. E ainda depois disso ter que malhar?? Musculação, trinta minutos de crosstrainer, trinta minutos de spinning. E mais vinte de caminhada de volta pra casa. Aí eu chego podre, verde de fome, e o cidadão pergunta se eu quero um Mac Donald´s… aaaaaah tenha a santa né!! Aí ele fala “eu fico tão orgulhoso de você quando você vai na academia”… e a besta aqui acha lindo. Desiste do frango frito que é mais fácil!!!!
E lembre-se: tudo isso de fralda! Depois dizem que mulher é que é sexo frágil…

Filho branco

Ai que saudades do meu bebê! Dava tudo pra estar no meio da Vila Madalena, com ele deitado na minha barriga!!!!!!

Reading verde e amarela

E não é que Reading está com seus primeiros ônibus movidos a biodiesel??? Eles são verdinhos e tem escrito “I´m powered by sugar waste!”. Um passou do meu lado hoje, quase dei um beijo nele e cantei “isso aqui ôôôôô, é um pouquinho de Brasil iá iááááá”.

As aventuras da primeira consulta médica

Então, ontem fui na minha super consulta com a enfermeira. Minha primeira consulta no sistema público de saúde inglês, vulgo “porcaria de NHS”.
Foi assim, eu cheguei na clínica – que mais tinha cara de escola primária (e a velha mania inglesa de carpetes até onde a gente não imagina – e esperei. Dei meu nome, sentei numa cadeira e esperei a mulher me chamar.
Veio a tal da enfermeira, falou meu nome (“Melina”, pra variar… ô povinho que não sabe falar meu nome) e eu a segui até uma sala. Sentei numa cadeira numa sala bagunçada com uma maca. Ela mediu minha pressão, perguntou o que podia ajudar e eu falei da pílula. Me fez umas perguntas, preencheu no computador, falava uns “yeah” enquanto eu falava que me irritaram bastante. Imprimiu uma “prescription” (receita médica) e me deu. Foi aí que a ser humana me perguntou quando foi meu último papanicolau. Eu quase respondi “dias antes de vir pra cá, que eu não sou besta”. Mas disse Janeiro só. E ela falou “ah, aqui a gente faz de três em três anos”. O queeeeeee???? Eu tive um ataque de tosse. Como assim, de três em três anos?????????? Tipo, em três anos você tá imune de qualquer doença ginecológica ou sexualmente transmissível??? Minha filha, se alguém pegar AIDS, em 3 anos não dá pra fazer muita coisa!! Fora a quantidade de gente que vai ser contaminada nesses 3 anos!! Respirei fundo e disse “bom, com certeza vou fazer antes disso no Brasil”, rezando pra minha mãe não ter cancelado meu Unimedizinho….
Eu resolvi falar da dor que estou na virilha desde quinta passada, enfiada em casa porque dói quando eu ando… ela continuou com seus “yeah, yeah, yeah” irritantes e disse “espera mais uns dias, se não melhorar aí você marca uma consulta com o médico”. Assim é que funciona saúde pública, minha querida… espera pra ver se passa, assopra!!
Saí da clínica com a minha prescription e uma leve sensação de “tô frita com essa porcaria de NHS”.

Mas o David tinha me falado que geralmente cada prescription custa em torno de 7 libras na farmácia, independente do remédio. Olhei a minha e tinha lá “Yasmin (bendita seja!!!!) 126 tabletes”. Pensei, essa mulher deve ter batido a cabeça, 126 tabletes???? Cheguei na farmácia já pensando se iam multiplicar esses 126 tabletes por 7 ou se iam me perguntar se não era melhor fazer ligadura… de repente, a doce indiana da farmácia diz “six months of contraceptives? ok… they are free”. O queeeee???? Como assim, doce indiana???? Eu pago uns putos duns 50 reais pra cada caixinha de 21 no meu país, aqui eu tenho 126 pílulas de graça???? Quase dei um beijo na doce indiana e me senti uma energúmena por ter trazido 5 meses de estoque de Yasmin. Multiplica por 50…

Mas ok, o anticoncepcional aqui é grátis, mas é só ele. A minha empregada, querida Margareth, pega uma infinidade de diferentes remédios de graça no posto de saúde. E faz papanicolau uma vez por ano. De onde é que tiraram que o SUS é uma bosta??? Pode até não ser perfeito… mas posso falar?? Aqui também tá beeeem longe do ideal. E é o dito “primeiro mundo” hein???

Lonely

Tô com uma estranha sensação de estar escrevendo para as paredes… cadê meus leitores?????

Manhãs vazias…

Essa noite sonhei que estava no Brasil…. com a minha mãe, minha irmã, meu cachorro. Lembro da minha prima, de umas três amigas em lugares diferentes. Lembro que tinha ido ao Brasil para rever todo mundo e estava planejando uma reunião com os amigos, decidia entre bar e baladinha.
Aí eu acordei, a cama estava vazia, o David já tinha ido trabalhar. Eu olhei em volta e aquele quarto não era meu quarto azul. Eu não levantaria para ir ao quarto da minha mãe, eu levantaria para andar sozinha pela casa tentando encontrar algum conforto. Eu não entraria na cozinha, abraçaria meu cachorro, comeria mamão no café da manhã e suco de laranja que a Néia tinha acabado de fazer. Eu entraria na minha pequena sala, ligaria a tv em Gilmore Girls como todas as manhãs só pra quebrar o silêncio ardido. Eu entraria na minha cozinha vazia e sem vida, e faria porridge de aveia, que nada se compara a um bom café com leite, pão com manteiga e mamão.
E a manhã passaria naquele vazio de estar em um lugar onde não é o seu, mas se tem que aceitar, se tem que mastigar o lugar bastante e engolir de uma vez só para ver se digere… de uma vez por todas… quando será que eu vou me adaptar?