Contagem regressiva

Estamos motorizados, finalmente!!!!!

E faltam exatamente 4 dias para mamis e sis chegarem!

Hoje trabalho até as 23, e amanhã entro às 6h, ninguém merece né! Tô bem de saquinho cheio desse esquema 24 horas… Mas tô tãããão empolgada com domingo que nem tô sentindo o peso das minhas olheiras mais… um mês de férias do hotel! Será que eu volto pra lá em Novembro??? Let´s see, let´s see… Quem sabe eu não encontro alguma coisa melhor nesse meio tempo né?

Nickita

Agora percebi que vai ser difícil falar sobre essas meninas, viu. É difícil colocar em palavras tudo o que a gente sente!!

A próxima é a Verônica. Na verdade ela tem um monte de nomes pra mim: Vê, Nicky, Nickita, Nhonca, Nhomo, Vèronique, Chucrutinha, e por aí vai…
A Vê foi mais uma das minhas amigas que apareceu do nada. Pra falar dela eu tenho que começar falando da Carol. A Carol é minha prima irmã, minha melhor amiga desde sempre, quem dividiu absolutamente a minha vida inteira, além da minha irmã. A Carol morou muito tempo fora de São Paulo, e mesmo assim a gente sempre foi muito unida.
Quando ela voltou pra São Paulo, foi morar em Alphaville. E começou a fazer cursinho pra medicina. No cursinho ela tinha um grupo de amigas: a Larissa, a Leonora, a Paula e a Verônica. Então, eu sempre soube da Verônica, via ela de vez em quando, mas a gente não era amiga.
Até o dia em que calhou de estarmos solteiras ao mesmo tempo e resolvemos marcar uma balada no jóquei. Acho que foi a primeira vez de uma longa estória de baladas. De um dia pro outro nos tornamos melhores amigas.
Se tinha uma balada em São Paulo, era eu e a Vê. Por muito tempo de solteirice a gente dividiu baladas. E acho que no fundo a gente nem queria começar a namorar pra não acabar com aquela fase maravilhosa que estávamos passando. Era a época em que qualquer amigo nosso que quisesse ir numa balada descente em São Paulo, ligava pra gente, ao invès de consultar o obaoba.com. Nós éramos o guia. E isso incluía festas de faculdade, Cheers, Klass, Manga, baladas que nem mais lembro o nome, mas muito boas.
Sempre fora do zero a zero, cada uma com um cara mais gato, várias viradas de tequilas… era assim que a noite começava. Com a tequila número 1 e muita música boa.
A gente curtiu tanto que começou a pegar a fase das baladas miadas. E mesmo assim a gente resolvia dançar pulando, que nem criança, só pra se divertir. Tinha dias que a gente só queria dançar mesmo, e passava a noite inteira dançando.
E no meio do caminho era sempre uma estória a parte. Ela me buscava com o Civic com adesivo do pica-pau, e íamos eu, ela e o Murphy pras baladas. Tudo acontecia no meio do caminho. A gente pegava trânsitos homéricos na Faria Lima até acabar a gasolina… a quantidade de vezes que o pneu furou de madrugada, eu nem sei contar! Sempre tinha uma estória. E mesmo as nossas “baladas de carro”, quando a gente não conseguia chegar nas baladas de verdade, eram memoráveis. Quantas vezes ficamos três horas no trânsito e acabamos a noite num Mc Donalds, sem entrar em boate alguma. E quantas vezes comemos batata frita com cheddar no Outback…
A Vê é minha confidente, sabe de todos os meus segredos, até aqueles que só eu sei. E isso foi resultado de muitas e muitas noites no Josè Menino, o barzinho da Vila Madalena preferido. Eram confissões regadas a chopp e pizza margherita.
A gente dividiu muita coisa, passou pelas mesmas situações por muitas vezes. E sempre solteiras. Até que surgiu o David na minha vida. E pergunta quem foi responsável por isso????? Pois é, a Verônica. Foi ela quem me encheu o saco pra instalar o icq no trabalho, foi ela quem se apaixonou virtualmente primeiro e foi ela quem me ignorou no icq e me fez procurar alguém pra treinar meu inglês. Foi ela quem assinou a minha certidão de casamento.
Eu não sei o que seria da minha vida sem a Nickita. As maiores risadas, as maiores besteiras faladas, os melhores porres e baladas. Não dá pra comparar as amigas, cada uma tem um significado diferente e especial. A Vê é daquelas que me fazem rir em qualquer momento, que me manda email num dia chato de trabalho me perguntando “se gnocci se fala nhoque, porque gnomo não se fala nhomo?”. É assim… ela tem crises, diz que não sou mais amiga dela, me faz comprar sudoku em plena Inglaterra, é o meu banco pra balada e eu sou o dela. Dinheiro nunca é problema, o que vale é a companhia. E eu não vejo a hora de voltar pro Brasil, encontrar ela no portão de casa, e virar uma tequila em qualquer balada miada, só pra fazer da balada miada uma balada inesquecível.
Eu não consigo ver alguém mais brava e hilária ao mesmo tempo. Não tem como a gente não se olhar e cair na gargalhada. Ela é uma das poucas pessoas nesse mundo que me entende sem me julgar e me conhece melhor do que ninguém.
A Vê foi o melhor presente que a Carol me deu nessa vida toda. E é a única que sabe fazer boca de pato. Amo, amo, amooooo!!!!!

Carol, Vê e eu. É sempre assim!!!

Cris

Resolvi contar um pouco sobre as minhas amigas, aquelas que estão sempre presentes há tanto, tanto tempo. Vamos começar pela Maria Cristina.

Eu entrei na faculdade em 1998, com 17 pra 18 anos. Passei o primeiro ano estudando de manhã (foi aí que conheci a Nu!), mas não era muito feliz na manhã. Não conseguia me dar muito bem com o pessoal, não curtia o ambiente, tinha aula de Educação Física e eu me sentia ainda meio que na escola. Foi aí que resolvi mudar pra turma da noite, no segundo ano. Comecei 1999 entrando na Faap às 19h. E me encontrei melhor do que nunca! Fiz amigos muito rápido, adorava o ambiente noturno, meio balada, os caras de terno (aaaah os caras de terno), as cervejadas, as escapadas para os bares. Tudo era muito diferente, o pessoal trabalhava de manhã, era mais focado.
Eu entrei no 3º semestre e tinha essa menina na minha sala, com cara de malandra, calça combat, gorro… Lembro que a Tânia, que estudava comigo de manhã, também tinha passado pra noite, então a gente ficava bastante juntas. E um dia tive que fazer um desses trabalhos em sala de aula e fui cair justo com a maloqueirinha. E me dava uma raiva dela, porque ela tinha cismado que meu nome era Paula. E mesmo depois de semanas, continuava me chamando de Paula.
Ela tinha um monte de amigos, era super despojada e comunicativa. Não sei como aconteceu, mas a Cris acabou se tornando a minha melhor amiga por muitos anos. A gente fazia tudo juntas.
Foi ela quem dividiu um “Juca” (Jogos Universitários de Comunicação e Arte) comigo e me fez ficar em alojamento. Sò ela sabe o que era dormir na sala de aula fria da escola em Avaré, em saco de dormir. Só ela lembra o que era efeito panqueca (o único modo de mudar de posição no saco de dormir era dando um “flip” tipo panqueca). Foi com ela que eu tomei meu primeiro porre de vinho Chapinha e meus primeiros porres de cerveja. Foi com ela que eu dividi os melhores momentos de cervejadas e idas ao Zé Pereira (o barzinho da Faap), nas noites de futebol, nas noites lotadas, e nas noites em que só tinha eu ela e o dono bebendo cerveja. Putz, foram tantos bons momentos.
Sabe aquela amizade meio adolescente que se prolonga? Tipo de ficar horas no telefone conversando, mesmo depois dos vinte anos???? Era assim, todas as nossas fases, as nossas idas às melhores baladas se São Paulo, as noites de axé no Calabar, absolutamente tudo tinha eu e a Cris. Eu até comprei uma calça combat!!!
Um dia, em um dos Jucas, a gente brigou feio. Acho que era em 2000. Ficamos um ano sem se falar. E estudando na mesma sala ainda. Aquilo me corroía, porque eu conhecia todas as suas “true colors” e não conseguia fingir que não me machucava o fato da gente nem se cumprimentar direito depois de tantas coisas que havíamos dividido. E tudo por causa de homem… Eu me lembro que um dia resolvi que não ia terminar a faculdade, que seria em 2001, brigada com ela. Afinal de contas, ela era a faculdade pra mim, não tem uma lembrança que eu tenha da Faap que a Cris não esteja presente. E lembro que mandei um email gigante, morrendo de medo de ser ignorada.
E no dia seguinte ela me ligou, a gente chorou, e começou a se entender de novo. E mesmo depois de formadas a gente ainda continuava juntas, comendo pipoca e assistindo aos jogos do São Paulo, indo aos Gueri-Gueris, viajando pra Floripa, pra Bahia, as noites de Tipuana, sempre em “single adventures”. As duas juntas eram um terror para os homens ao redor!!
E quase dez anos se passaram e ontem recebi um email dela brigando comigo porque tô me matando de trabalhar atrás de uma recepção de hotel enquanto eu deveria estar com o meu marido. E é assim que a nossa amizade é, cheia de broncas, de incentivos, de conversas, brigas, diversão, risadas, choros. Como as melhores amizades adolescentes. Pra mim a Cris é uma “late- teen-friend”. Algo que eu precisava há muito tempo e que sempre me traz de volta pra minha adolescência e a minha personalidade real.
Hoje em dia, quando começo a rever as nossas fotos, vejo aquelas duas meninas, sempre grudadas, com umas caras de crianças ainda!!! Sempe juntas, sempre rindo… having the best time of our lives!
O que seria de mim sem a Crizolina???? Criiiiiiis!!! Eu sempre dou graças a Deus por ter te mandado aquele email perdido e por ter recuperado a sua amizade! Não tem como ouvir “That´s the way it is” e não lembrar da gente cantando alto na Faap!!! (Ou dançando “Raimunda” na frente do Marco hahaha)
Minha amiga moleca, a mais criançona, a que tem o amor mais genuíno!!!!! Te amo demais!!!!!!

 

Cris e eu num dia de caretas, no extinto “Tipuana”

Uncle Tom

O David foi trabalhar ontem e esqueceu a jaqueta amarelo-limão que ele tem que usar quando está trabalhando. Bem no dia em que o chefão da empresa resolveu aparecer por lá, o famoso “uncle Tom”. Disse que o chefão, um irlandês meio Homer Simpson, veio na direção dele com os olhos fritando e uma cara de dar medo, nâo tava pra brincadeira ontem. Perguntou pro David “cadê sua jaqueta?”. O meu marido, que já tinha atecipado que o mau humor do irlandês ia sobrar pra ele, resolveu pôr a culpa em quem????? Em mim, lógico. “Ooooooh…. my wife put it to wash last night*”. Foi a única coisa que ele conseguiu pensar, em pânico, já assumindo que seria mandado embora.  Continuou tentando adivinhar a cara de mau do irlandês até que ele deu um tapinha nas costas do David e disse “aaaaah tell your wife she´s a really good woman!!!**” Tá vendo? Quis me jogar na fogueira, saí bem na fita!!!! 🙂

 

* Ooooooh… minha esposa colocou pra lavar na noite passada.
** Aaaaah diz pra sua esposa que ela é uma ótima mulher!

Destruída

Eu tô acabada, moída em pedacinhos. Passou um caminhão em cima de mim e não saiu até agora. Tô trabalhando há sete dias seguidos, amanhã tem mais um. Hoje tive que ficar a base de ibuprofen (tipo analgésico e antiinflamatório). Foi o único jeito de aguentar a dor nas costas que estava me matando… óbvio que é de ficar em pé o dia todo, todo dia né…
Imaginem a situação: early shift – que é quando se faz o check out dos hóspedes, recebe dinheiro e tem que fechar caixa e tudo mais no final do dia; ainda fui eu quem contou o cofre de verdade do hotel hoje (fica na recepção), e quem conta fica responsável por ele o dia todo. Soma tudo isso a uma pessoa que foi dormir à 1 da manhã, acordou às 5:45, sonambulou o dia inteiro e, acima de tudo, com muita dor nas costas. Só podia resultar em problema né… quando a menina da late shift chegou e contou o cofre, 20 libras a menos. Quando eu contei meu caixa pra fechar, 2 libras a menos. Comecei a me acostumar com a idéia de que isso ia sair do meu bolso e quase desisti do trabalho na hora, lá mesmo. Até que contaram de novo e acharam os vinte. As duas libras eu não tenho idéia de onde foram parar… Mas não tive que pagar, ainda bem.
Aí, chego em casa, os encanadores vieram aqui para – pasmem – finalmente consertar o aquecimento!! E quando eu chego não é que encontro a porta destrancada??? Óóóótimo… fiquei feliz da vida.

Hoje tô cansada, não quero falar de coisa boa nem ruim. Aliás, não quero falar. E também não quero levantar, nem ir a lugar nenhum, nem fazer coisa alguma. Ok, comer eu posso.  E só.

Agora me digam de onde esse povo resolveu achar que eu sou Espanhola??????? Hoje foi a terceira pergunta da semana: Are you from Spain???? 😮

Com licença que vou pôr os pés pra cima.

Cotidiano

Eu continuo trabalhando no Hotel, apesar de não estar mais gostando tanto. Tenho ficado extremamente cansada e sem muito tempo pro David. E no fim das contas, ele é o único motivo para eu estar neste país. Além disso, não é minha área, tô com saudades de moda, saudades de marketing, fashion weeks e afins. Vocês sabem que é isso que amo fazer. Mas não vou largar o hotel enquanto não arrumar outra coisa.
As maiores novidades são que daqui a duas semanas mamis e sister estarão aqui em casa! Eu não vejo a hora, dou tudo pra um colo de mãe e um filme de pijama com panela de brigadeiro com a sis!!!! O Hotel me deu 1 mês de férias pra eu aproveitar bem a family e a gente vai acabar fazendo bastante coisa por aqui!
Enquanto isso, eu e o David estamos correndo pra resolver as outras coisas: sofá-cama, carro, etc.
Trabalhei o fim de semana todo e nunca vi o hotel tão morto… é hotel business, as semanas são mais cheias…
Hoje trabalho à noite. Das 15 às 23. Pelo menos a maratona às 5:30 da manhã acabou, por enquanto… E hoje minha gerente não tá, ela tem sido bem grossa e estressada ultimamente, o que não tem facilitado minha vida lá.
Mas enfim, o salário vem no fim do mês e é isso que conta!

Tá bom, tá bom…

Aí vai uma foto do novo cabelo! A única que consegui salvar porque não gostei das outras! Mas ele tava muito certinho nesse dia, prefiro ele mais amassado!
Vou tirar uma com ele cacheado, fica mais fofo! Aaah e não tô ruiva, não, é a luz!
 

Coisas de infância

Algumas coisas que eu adorava fazer quando era criança:

– Plantar bananeira sem esforço nenhum, e sem aula de yoga;
– Melhor ainda era plantar bananeira dupla, tripla, quádrupla (quando as outras crianças vinham logo em seguida);
– Colecionar figurinhas e me sentir importante quando tinha alguma rara;
– Comer sanduíche de banana (herança passada da minha bisavó pro meu avô, pra minha mãe e depois pra mim… simples: um pão francês fresquinho, tira o miolo, enfia uma banana dentro… mmmm);
– Apostar com a minha irmã quem deixaria o saco de leite cair e estourar antes de chegar em casa;
– Pedir pro meu avô deixar a gente andar de bicicleta em volta do quarteirão e me sentir super adulta e responsável quando ele deixava;
– Colher pitangas e cuspir os caroços pra ver se outra pitangueira nascia;
– Tomar guaraná com vinho (família italiana, gente… criança pode um pouco de vinho) ou guaraná com pedaços de pêssego (parece estranho mas é boooom);
– Comer miolo frito e achar que era bolinho (hahahahaha);
– Roubar os nhoques frescos da mesa enquanto a vovó cortava;
– Assistir pica-pau comendo amendoim japonês;
– Banho de mangueira!!!!!
– Dip & Lick, o pirulito explosivo;
– Brincar de escritório e fazer fichas de inscrição (vai entender né…)
– A caneta branca paper magic que apagava as outras;
– Meu snif-snif branquinho que dividia meus sonhos… que saudades dele!
– A vitrola da mamãe e nossos mini-disquinhos coloridos de contos de fada;
– O meu vinil do Topo Gigio e o dos Menudos;
– “Ursinho Pimpão”
– Mc Nuggets com molho barbacue;
– As férias de dois meses no Guarujá ou no Rio;
– O cheiro de material escolar novo;
– A hora de encapar os livros com plásticos coloridos e colocar etiquetas brancas com as bordas vermelhas;
– A maratona Chaves, Mara Maravilha, Clube da Criança, Sérgio Mallandro e Fofão. Depois do banho ainda tinha O Mundo da Lua, Glub Glub e Carrossel (comentário: o Lucas Silva e Silva fez faculdade comigo…)
– Assistir Carrossel na tv branco e preta e chorar com a morte do Firmino.
– Melhor ainda, assistir “Vovô e eu” e ser apaixonada pelo Gael Garcia pequenininho;
– Maria do Bairro;
– Lagoa Azul nas tardes sem lição de casa;

And I could go on, and on, and on…..

Se eu pudesse ao menos voltar vinte anos…