Cris

Resolvi contar um pouco sobre as minhas amigas, aquelas que estão sempre presentes há tanto, tanto tempo. Vamos começar pela Maria Cristina.

Eu entrei na faculdade em 1998, com 17 pra 18 anos. Passei o primeiro ano estudando de manhã (foi aí que conheci a Nu!), mas não era muito feliz na manhã. Não conseguia me dar muito bem com o pessoal, não curtia o ambiente, tinha aula de Educação Física e eu me sentia ainda meio que na escola. Foi aí que resolvi mudar pra turma da noite, no segundo ano. Comecei 1999 entrando na Faap às 19h. E me encontrei melhor do que nunca! Fiz amigos muito rápido, adorava o ambiente noturno, meio balada, os caras de terno (aaaah os caras de terno), as cervejadas, as escapadas para os bares. Tudo era muito diferente, o pessoal trabalhava de manhã, era mais focado.
Eu entrei no 3º semestre e tinha essa menina na minha sala, com cara de malandra, calça combat, gorro… Lembro que a Tânia, que estudava comigo de manhã, também tinha passado pra noite, então a gente ficava bastante juntas. E um dia tive que fazer um desses trabalhos em sala de aula e fui cair justo com a maloqueirinha. E me dava uma raiva dela, porque ela tinha cismado que meu nome era Paula. E mesmo depois de semanas, continuava me chamando de Paula.
Ela tinha um monte de amigos, era super despojada e comunicativa. Não sei como aconteceu, mas a Cris acabou se tornando a minha melhor amiga por muitos anos. A gente fazia tudo juntas.
Foi ela quem dividiu um “Juca” (Jogos Universitários de Comunicação e Arte) comigo e me fez ficar em alojamento. Sò ela sabe o que era dormir na sala de aula fria da escola em Avaré, em saco de dormir. Só ela lembra o que era efeito panqueca (o único modo de mudar de posição no saco de dormir era dando um “flip” tipo panqueca). Foi com ela que eu tomei meu primeiro porre de vinho Chapinha e meus primeiros porres de cerveja. Foi com ela que eu dividi os melhores momentos de cervejadas e idas ao Zé Pereira (o barzinho da Faap), nas noites de futebol, nas noites lotadas, e nas noites em que só tinha eu ela e o dono bebendo cerveja. Putz, foram tantos bons momentos.
Sabe aquela amizade meio adolescente que se prolonga? Tipo de ficar horas no telefone conversando, mesmo depois dos vinte anos???? Era assim, todas as nossas fases, as nossas idas às melhores baladas se São Paulo, as noites de axé no Calabar, absolutamente tudo tinha eu e a Cris. Eu até comprei uma calça combat!!!
Um dia, em um dos Jucas, a gente brigou feio. Acho que era em 2000. Ficamos um ano sem se falar. E estudando na mesma sala ainda. Aquilo me corroía, porque eu conhecia todas as suas “true colors” e não conseguia fingir que não me machucava o fato da gente nem se cumprimentar direito depois de tantas coisas que havíamos dividido. E tudo por causa de homem… Eu me lembro que um dia resolvi que não ia terminar a faculdade, que seria em 2001, brigada com ela. Afinal de contas, ela era a faculdade pra mim, não tem uma lembrança que eu tenha da Faap que a Cris não esteja presente. E lembro que mandei um email gigante, morrendo de medo de ser ignorada.
E no dia seguinte ela me ligou, a gente chorou, e começou a se entender de novo. E mesmo depois de formadas a gente ainda continuava juntas, comendo pipoca e assistindo aos jogos do São Paulo, indo aos Gueri-Gueris, viajando pra Floripa, pra Bahia, as noites de Tipuana, sempre em “single adventures”. As duas juntas eram um terror para os homens ao redor!!
E quase dez anos se passaram e ontem recebi um email dela brigando comigo porque tô me matando de trabalhar atrás de uma recepção de hotel enquanto eu deveria estar com o meu marido. E é assim que a nossa amizade é, cheia de broncas, de incentivos, de conversas, brigas, diversão, risadas, choros. Como as melhores amizades adolescentes. Pra mim a Cris é uma “late- teen-friend”. Algo que eu precisava há muito tempo e que sempre me traz de volta pra minha adolescência e a minha personalidade real.
Hoje em dia, quando começo a rever as nossas fotos, vejo aquelas duas meninas, sempre grudadas, com umas caras de crianças ainda!!! Sempe juntas, sempre rindo… having the best time of our lives!
O que seria de mim sem a Crizolina???? Criiiiiiis!!! Eu sempre dou graças a Deus por ter te mandado aquele email perdido e por ter recuperado a sua amizade! Não tem como ouvir “That´s the way it is” e não lembrar da gente cantando alto na Faap!!! (Ou dançando “Raimunda” na frente do Marco hahaha)
Minha amiga moleca, a mais criançona, a que tem o amor mais genuíno!!!!! Te amo demais!!!!!!

 

Cris e eu num dia de caretas, no extinto “Tipuana”

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