Eu choro porque te amo tanto, e tenho medo das coisas que tenho pensado ultimamente. Choro porque meu coração fica machucado com alfinetadas pequenas, a dor escorre por minúsculos e inúmeros furos. Porque não posso mudar em você o que nem sabia que fazia parte de ti. Porque não consigo controlar tudo isso, não sei se tenho mais forças pra nadar contra essa correnteza que teima em me jogar às pedras.
Eu choro porque tenho medo do futuro, ainda quero aquele que a gente sonhou um dia. Tenho medo de todos os nossos planos se desmancharem em castelos de areia. E eu lutei tanto por isso. Você também. Mas eu lutei tanto por isso. E sei que fiz tudo o que pude. Tento me convencer, ser otimista, pensar que estamos juntos nessa, mas não sei quanto mais de mim eu posso dar.
Dói demais pensar em hipóteses, em planos Bs, mas você continua igual. E eu, que aconselhava outras, dizendo que as pessoas não mudam, espero – de todo o coração – que eu tenha sido errada a vida toda e que você mude… não conhecia esse seu lado. Um lado tão besta, tão banal, bobo de uma tal maneira que possa ser a gota d´água.
Eu choro porque te amo tanto, e não aguento mais chorar. Quando foi que tudo começou a mudar?
Fico só com este nó seco na garganta, que desce amargo e grosso, mas que conhece seu caminho. O mesmo nó de tempo atrás. E é essa repetição que me sufoca. Não, amor não falta. Eu disse que te amo tanto. Mas nem o maior amor do mundo basta. Agora é a tua vez de tentar.
PS: Não se enlouqueçam, não me perguntem, por favor. Lembrem-se de que sou intensa demais e isso é só o instante do agora. Existem horas, dias pela frente.Vai passar. Juro que vai.

