Ai que saudade!

Como eu tô num dia de saudade extrema do meu filhote, vou postar umas fotinhos pra vocês verem como ele é o poodle mais lindo do mundo!!!! Tá bom, um deles (o maaaaais, abaaafa)!!!!
Meu velhotinho tá com 12 anos e meio, e sim, ainda tem cara de filhote! Te amo tanto meu bebê, meus olhinhos de jabuticaba! Que saudades desse calorzinho de criatura deitado na minha barriga!!
Vocês precisam ver como ele corre pro computador quando eu chamo minha mãe no skype!!

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Gringo sofre

Gringo sofre em qualquer lugar do mundo, considerando que também somos gringos em outras bandas. Nomes, por exemplo. Eu já passei por Melanie, Melina, Milina, Malena, Malina, tudo o que podem imaginar. Mas o certo aqui não passa do “Mileiiiiina”. Vai confiar num povo que consegue dizer Millennium e não consegue segurar a língua na hora de dizer Mile-na?? Sem o “i” cantado no meio? Minha cunhada me chama de Mel, pra ficar mais fácil.
Pois que sou uma dessas brasileiras típicas, mistura de um monte de raça, predominantemente bisneta de italianos. Mas que circulam no sangue dna grego, austríaco e mais um bocado.  Um misto de raça, nascida e criada em São Paulo, casei-me com um soldadinho de chumbo da terra da Rainha. Inglês até perder de vista, com brasão de sobrenome e tudo. Sou agora brasileira com primeiro nome que ainda não decidiram se é latim, sérvio ou grego, dois sobrenomes italianos e um britânico. Hawkins. Se fala “Róquins”.
Agora imagine essa criatura que vos fala frequentando um laboratório no Brasil, em Maio deste ano, para um simples exame de sangue. Sento na cadeira, minha mãe do lado. Pego uma Veja velha pra me atualizar das notícias dos quase últimos dois anos. Passa um tempão, muito tempo, e eu ainda sentada. Laboratório cheio, eu de jejum há muito mais de oito horas, com fome e de mau humor. Continuo na Veja.
Chamam Dona Aparecida, Senhora Lopes, Senhor Martins e,  pouco a pouco, as pessoas ao me lado vão se levantando e dando espaço a outros Silvas, Oliveiras, Santos. Até que a mocinha com a prancheta na mão chama um nome. Senhora Rávisquin, Senhora Rávisquin, Senhora Rávisquin. Continuo entretida na Veja, minha mãe na Boa Forma, até que o mantra da mulher ecoa na minha cabeça. Olho pra minha mãe, que olha pra mim e diz “será?”. Olho pra mocinha da prancheta, completamente atordoadas eu e ela, até que ela recebe uma luz divina e diz “Senhora Milena Rávisquin”. Eu e minha mãe caímos na gargalhada. Decidi não chamar mais a futura filha de Heidi, pra não virar nome de inseticida.

Mais um

Depois de viciar em Paolo Nuttini e Teatro Mágico, viciei em “The Noisettes”. Não conhece? Aperta o play!

Hey beautiful day!

Quem me conhece sabe que sou rata de academia e não sou de reclamar se tiver que ir duas vezes por dia. Pois não é que uma amiga minha polonesa, a Agi, se matriculou e deu piti de efedrina? Ela não quer mais sair! Me liga perguntando “que que a gente vai fazer hoje? Eu acho ótimo, já fizemos salsa e tal, mas pegue hoje como exemplo. Aula de “legs butts and tums”. Eu nunca fui fã, não curto nada que pareça circuito (trauma de aula de educação física), mas a Agi quis testar… Acordei às oito e meia da manhã – VEJA BEM: OITO E MEIA DA MANHÃ DE DOMINGO – e fui pra academia, que é na Universidade.
O dia tava maravilhoso, um céu azul, sol, calor, ninguém na rua porque ninguém é retardado como eu. Considere o tempo que ando até lá, quase vinte minutos. Quem dá essa aula é a Lu que acordou pilhada hoje porque tava sol. Quis dar aula no gramado da Universidade. Show. Corrida intercalada com exercícios de agachamento. Lembram da minha experiência com capoeira? Agacha não, amor, última vez até vomitei.
Enfim, às 11 da manhã eu já não sentia mais minhas coxas. Ou sentia até demais. Pense que voltei andando de novo porque não inventaram ainda máquina de teletransporte. Dia lindo, lembra! Fiz almoço, batatas assadas do Jamie Oliver de novo (ai, muito bom!), filé de peru ao molho de laranja, cenouras caramelizadas, ervilhas… uma adaptação de um “Sunday dinner”. E tudo from scratch, descasquei batata, cenoura, enfim. Lavei a louça. Olhei pro céu azul tão lindo e disse pro marido, vamos até o rio? Quanto tempo tem que caminhar? Quarenta minutos pra ir outros quarenta pra voltar? Poutz. Ok. Vamos, tá sol.
Parte de cima do biquini, canga, água, ipod, havaianas e dorflex. Fomos. Meu, que dia incrível. Sentamos no parque, na beira do rio Tâmisa (que vem pra esses lados também), com os gansos e cisnes reais de vizinhos, tomamos sol, ouvimos Jack Johnson e Bob Marley. Voltamos por um caminho lindo que nunca tinha ido, no meio de uma mini-floresta, até me lembrou o Brasil! Encontrei a Lu no meio do caminho, como se Reading fosse o ovo. Crianças pulando no rio, gente tomando sorvete e sol… delícia!
Ainda na volta paramos na macieira que tem na porta de casa e colhemos umas maçãs fresquinhas e amoras. Foi tão perfeito! E descobri que quero morar em Caversham, na beira do rio, com o jardim pro parque. Ai, quero. Obrigada.
Amanhã os planos são ainda mais ambiciosos. Eu quero fazer pilates às 13h. A Lu quer tomar sol depois das 15h no gramado da Universidade. A Agi quer que eu vá com ela na aula de step às 18h. Tô pensando em fazer marmita e me mudar pra academia… Eu, a parte de cima do biquini, a canga, a água, a ipod e os dorflex…

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Os barquinhos no rio Tâmisa

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Feliz!!!

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Caversham

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Ó o vidão do tio…

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Meu, olha essas casinhas!!

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Amooooooor!

Sol e chuva, casamento de viúva

E depois de tanta, tanta chuva, todo santo dia… depois daquela chuvinha fina que dura o dia inteiro, ou daquelas pancadas de cinco em cinco minutos… eis que ele volta!! Sim!! Achei que não voltaria mais até o próximo verão!!! Mas não, há dois dias está onipresente num céu azul de brigadeiro! Amo! Amo! Amo!!!

A previsão é de sol para os próximos dez dias… a temperatura não vai passar de 23 graus, mas o sol é o que mais importa! Tudo fica mais fácil, tudo fica mais lindo e promissor quando ele reina majestoso no teto do mundo!!

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50 %

E o dia chuchu de ontem rendeu uma hora de caminhada no parque com amiga 1 e duas horas de aula de salsa com amiga 2. Deus se decidiu. E eu também.

Little treat

Sonha com aquela tua paixonite antiga que nunca teve e nunca terá. Sabe como é?  Nada de erótico, romântico, traição, nada. Apenas a onipresença em todos os cantos da noite.
Vai entender os truques da mente ou sabe-se lá de quem. Meu relacionamento é perfeito. Por que cargas d´água aparece um assim do nada, depois de tanto tempo? Faz anos e anos que não vejo, como que a mente pode abrir uma gaveta tão empoeirada? Tipo um chocolate de Deus. “Little treat”.

“Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro” (O Teatro Mágico)

Passou

E um pouco de samba rock em altos decibéis e passou como um assopro de machucado. Tô pronta pra ir pro parque. Aí sabe o que aconteceu? Choveu. Chove.
Não sei quem anda mais indeciso, se sou eu ou Deus.