Momento Dori

Eu não sei porque o marido sempre me chama de doida quando eu canto baleiês… Diz que é por isso que os vizinhos não me cumprimentam.

Que culpa eu tenho se QUALQUER música em baleiês é muito mais divertida??

E que fique registrado, minha fixação por cantar músicas existentes e imaginárias em baleiês é de loooonga data, pode botar uns vinte e sete anos aí…

Dor de cabeça

Eu não acredito que vou ter que recusar um Paris Fashion Week dessa vez… me chamaram pra trabalhar de novo, como no ano passado, mas por causa da crise a grana deu uma boa cortada. E pagando hotel, trem e comida, não daria pra mim, principalmente porque o Euro vale menos que a Libra.
Se eu morasse em Paris, ótimo. Mas infelizmente não, e ainda tô deglutindo tudo isso. Queria muito trabalhar no Crillon de novo, passar alguns dias lá, fazer meus contatos de moda, rever outros feitos… mas infelizmente não tá dando pra tirar do bolso.
Se alguém tiver um apê em Paris e quiser me emprestar, levanta a mão hein!

Pernas pra que te quero

Sábado fizemos duas viagens de bike ao mercado. Fui dar uma de a “fit”, pense nas coxinhas pedindo domingo de sofá.
Primeiro descobrimos o Aldi, um mercado mais barato aqui que nunca tínhamos ido. É bem parecido com o Lidl, que tem em muita cidade européia.
Eu fiquei tentada com as propagandas do Aldi, sempre dizendo que frutas e legumes eram 49 centavos!!! Achei melhor dar uma de São Tomé e fomos pedalando, cerca de 20 minutos daqui.
Chegamos em um bem grande e até que fiquei bem impressionada. É muito mais organizado que o Lidl! Tem o mesmo diferencial, vende marcas de outros países europeus por preços muito mais baratos.
Cheguei na sessão frutas e legumes e quase caí de costas. Tudo muito bonito, fresco, firme! Uvas, 79 centavos. Laranjas, 49 centavos! Batatas, 49 centavos! Preços assim fora do contexto! Beringela (que custa mais de 1 libra em outros mercados), 69 centavos. Enorme, gorda, brilhante. Como diz a Fee, beringela é coisa de paulista… acho que a minha fixação por beringela está mais no resquício italiano, lembro de mim muito pequenina e meu avô perguntando se eu queria “melanzane alla milanese” (ai, que saudades). Eu atacava o prato de rodelinhas à milanesa!
Mas voltando ao Aldi. Achei coisas baratíssimas lá, a maior seleção de queijos e frios que já tinha visto em mercados por aqui (inclusive a mortadela italiana, que o David adora!).
Pra dizer a verdade, 49 centavos é mais que metade do preço que é cobrado nos mercados normais e até mesmo na feira livre de Reading. Pagamos 49 centavos em um cacho com seis bananas, coisa que no Sainsbury´s custa, no mínimo, £1 e o feirante um dia quis me vender por £2 (e eu mandei ele “go and pick up little coconuts!”).
Fiquei bem feliz com as minhas compras. Enchemos a geladeira por um preço bem razoável. Mas, como o Lidl, não dá pra encontrar absolutamente tudo. Então tivemos que dar uma paradinha no Sainsbury´s também.
A gente sempre faz compra no Sainsbury´s porque eu sempre consigo comprar muito mais por muito menos. Nunca achei o Tesco barato e o Asda é tão barato que você acaba comprando coisas desnecessárias e gastando mais. O Coop, que é perto da minha casa, é caro porque não é central e eu só compro coisas em promoção ou em emergência, quando não dá pra ir ao centro.
Voltamos com mochilas pesadérrimas nas costas e milhares de sacolas amarradas no guidom (guidão??) da bike e, como não havia mais espaço carregáveis em nossos corpinhos ou nas próprias bicicletas, decidimos voltar pra casa e sair de novo. Deixamos tudo, pegamos a bike de novo e lá fomos nós, mais pedalada. Compramos alguns bits and pieces que faltavam no Sainsbury´s e na Savers (uma espécie de farmácia com preços ótimos, tem o papel higiênico melhor custo-benefício em Reading aahahaha – Velvet 6 unidades por £ 1,89) e voltamos: pedalando!
Minhas coxas estavam pedindo arrego, mas como eu tinha uma baladinha pra ir (no centro de novo), não tive muita dúvida. Fui a pé. Metade do caminho de all star, metade de salto. Imagine as três bolhas nos meus pés, meus queridos pés que me aguentam o dia inteiro (juro que não consigo parar com isso!!).
Como eu ainda tinha pedalado até o parque antes e voltado, só o percurso de bike teve cerca de 6 milhas (quase 10km).

Pensa na formiga atômica!

Ultimamente esse tem sido meu uniforme. E o possante turbo é a bike ressuscitada!
Essa foto foi totalmente de surpresa (sim, eu coloco o capacete ainda quando tô em casa pra ver que estado o cabelo fica no espelho… coisa de mulherzinha…)
Isso foi ontem, antes de fazer duas viagens ao mercado… pense em vai e volta, vai e volta. Depois conto melhor o porque…

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Agora diz se essa criatura parece que tem quase 30 anos? Não é a toa que tenho que levar identidade se quiser comprar uma garrafa de vinho… afff.

Não reparem na cara lavada!!

Lá vem outra…

Convenhamos, se você não conhece muitas culturas no mundo não deve dar muito palpite a respeito do comportamento do gringo, certo? Aquela sábia frase dos nossos avós, “vai ver que na China é assim”, caberia perfeitamente antes de chamar a polícia.
Sabe aquela estória que tá rolando aí, sobre o tal italiano e a filha? Será que o povo não percebe que dar selinho na boca de QUALQUER pessoa da família é ABSOLUTAMENTE NORMAL em muitos países do mundo? Aqui na Europa principalmente! É normal, é cultural, não existe espanto – e muito menos malícia! É estranho? Pode ser. Eu achei estranho quando vi o meu cunhado de quarenta e poucos anos dando um selinho na avó de oitenta uma vez, mas até aí, a gente cumprimentando Deus e o mundo com beijo na bochecha também é estranho pra muitos países.
Passando a mão nas partes íntimas da menina? Aposto que mais pessoas teriam visto, e se tivessem visto, a polícia estaria cheia de depoimentos. Amarrando o biquini? E qual o problema de um pai amarrar o biquini da filha, gente? Não pode nem encostar mais, se não é abuso.
Se a moda pega vai ter muito brasileiro preso por ninar criança no colo, por brincar de cavalinho, por colocar no ombro pra passear. Ou melhor, avisa o teu marido pra não trocar a fralda do bebê em público, porque vai encostar nas partes íntimas  (imagine, o namorado da minha amiga troca a fralda da filha dela em público… é bom tomar cuidado, porque se descobrem que ele não é o pai, pensou?!).  Peralá, hein, tudo tem limite nessa vida.
Tem gente que vê maldade em tudo. Ninguém viu nada, só o casalzinho.
Pra mim isso é pura falta de duas coisas: do que fazer e de cultura geral (e da terceira que você pensou, também).
Já diz o ditadozinho…. ninguém é culpado, até que se prove o contrário!
Pra quem não tá entendendo BULHUFAS do que eu tô falando, entra AQUI.

Gente sem noção

Tem gente que não se manca, né… Não consigo entender essa neura de querer levar acompanhante a tira colo quando se conhece metade da festa.
Recebi um sms de uma amiga, agorinha mesmo:
– Are you going to Shelley´s party?
Não tava sabendo que era aniversário da Shelley e muito menos fui convidada pra festa. Disse que não, que não tinha sido convidada (não vou fazer a louca desamparada na festa da menina). A outra me responde “ah, vamos vai, eu não quero ir sozinha”. Ah, catá coquinho, amiga! Leva alguém que ela não tenha convidado porque não conheça, não alguém que ela conhece e tem o número do telefone! Disse que não, de novo. Ela respondeu “eu falo pra ela te convidar”. (pausa para um longo suspiro chocado) Vai dizer se você não conhece um assim, igualzinho, sem tirar nem por?

Perdi um post

Perdi um post do mesmo jeito que perdi o  dente de alho. Olhei pro lado, sumiu.

O “assunto para outro post”

Pois é, minha mamata está com dias contados. Eu vou ter que trabalhar de qualquer jeito agora.
Não dá mais pra ficar no vermelho, contando pound na hora de fazer comprar, esperando o dia “x” pra comprar qualquer coisa pra mim.
Eu saí do hotel não só porque queria tentar algo em marketing, que é a minha área, mas porque também não aguentava mais. Muitos de vocês acompanharam essa fase escura da minha vida, eu não dormia direito, só chorava, brigava com o marido e não tinha tempo para absolutamente nada. Foi um peso que saiu da minha vida (que de vez em quando dá saudades – dos bons momentos!), mas pra onde eu só voltaria em condições extremamente especiais.
Não quero mais trabalhar em hotel, principalmente por 850 libras. Não quero mais trabalhar em lugar nenhum que nunca feche. Dá pra confiar num lugar desses? Não.
Mas o que anda me frustrando muito é que essa crise por aqui tá muito feia. Eu já mandei meu currículo para mais de sessenta vagas, vagas mesmo, e não tive uma entrevista sequer. Ano passado tive entrevista na Harrod´s, no London Fashion Week e este ano, nada (não deram certo por motivos básicos, qualquer hora eu conto).
É claro que entre brasileiro e inglês há sempre a preferência pelo inglês, e com tantos deles desempregados também minhas chances são menores do que quando prestei a FUVEST. Ainda vou continuar procurando em marketing, mesmo que não seja em moda (nem tenho focado muito nisso), mas vou ter que arrumar qualquer coisa de novo. Também queria fazer um curso, mas sem trabalhar não dá. Aquela velha história “trabalhando não tem tempo, sem trabalhar não tem dinheiro”.
E, amigos, posso contar que ter que trabalhar em subemprego quando se tem qualificação, anos e anos de experiência, um currículo invejável no Brasil, não é lá nada fácil. Dá uma frustração…. Outro dia desabei em choro quando percebi que vou ter que voltar pra isso, trabalhar em turno, fim de semana, camelar por salarico… Mas não tem jeito. A gente precisa e eu não quero mais ficar sem dinheiro.
E por mais que eu esteja amando meu tempo livro, meu parkour criativo, minha vida de academia, não aguento mais ficar em casa. Diz o marido que eu tô com cabin fever, daqui a pouco eu dou uma de “o iluminado” e mato ele hahaha!
Então é isso, vamos ver o que me aparece nessas semanas! Torçam para que seja coisa boa, pelo menos!