O amor não morre

Quando um amor termina, termina também um pedaço da gente. O que era quente congela, os dias azuis e ensolarados se fecham dentro de um coração acinzentado. A vida perde as cores. Dói, eu sei. Tudo que termina dói. E talvez seja este o maior desafio do ser humano, aprender a lidar com a efemeridade de tudo. A vida também termina e às vezes nem é preciso morrer para isso.
Mas talvez você não saiba que amor não morre. A única imortalidade do ser humano mora no amor. O que é finito é paixão, desejo, derivados de um ego mal acostumado. Escuta bem: o amor não termina.
Talvez você o esqueça, talvez seja forte o suficiente para arrancá-lo do seu cotidiano. Talvez você consiga passar meses sem ouvir falar seu nome, sem querer saber da sua vida. Mas não deixe a mágoa tomar decisões por você. Aprenda que o que morre brota o novo, ainda que o novo seja o antigo.
Não tente esconder, não finja, não fuja. Relacionamentos acabam todos os dias, sentimentos, nem sempre. O amor é a única realidade que existe. Se a paixão acabou, que as estradas se dividam em uma bifurcação. Mas nunca renegue o amor que guardou por alguém. Não faz sentido dizer que não amou quem tanto amou um dia apenas pelo fim de um relacionamento. Não faz sentido menosprezar o que fez teu coração sorrir da forma mais sagrada que você conhece. E aprenda: o amor não machuca, o amor não dói. O amor é desapego em seu estado mais bruto. O que dói é apenas o ego. O que morre, também.

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