Pronome improvável

É que eu te machuco, te faço doer lá onde ninguém é capaz de tocar. E eu sou peso, fardo, me carrega com todas as coisas que mais ama em mim e uma tonelada de intensidade cuspida.  Sem saber a hora, sem prever o fim. Drama. Sou escrita, sou palavra corrida, sou letras escondidas, entrelinhas. Sou cheia de calos nos dedos e superlativos. Mastigo-te em vírgulas, engulo-te em advérbios, embaixo, dentro, às pressas. Que não seja em vão.
Derramo-me nas suas mãos em verbos e jogo em você o peso de um pronome improvável. É que te encontro no fundo da minha parte de dentro, feito uma pedra que lapidei cuidadosamente com pedaços de ilusão e realidade inventada.  Então escuta as minhas orações e toca na minha ilusão, meu ideal de amor esculpido, onde ninguém é capaz de chegar. Aprenda a me ler e ensina a tua vida em pronome comitativo, comigo.

E chega mais perto, não bata a porta, deita do meu lado e inventa pra gente o futuro de um pretérito mais que perfeito.

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