Amores de estimação

Eu me perdi no meio do caminho e não posso voltar atrás, só sei que tenho que continuar andando. E que começar um caminho novo exige muito mais coragem do que terminar um antigo.
Deixei pedaços de mim presos em uma estrada torta de arame farpado. Agora chego ao meu corpo cru, nu, exposto em carne viva. E meus pedaços, você os conhece bem, já que são tão suficientes em você que dá para montar um quebra-cabeça de mim. Um quebra-coração de mim.
É que a intensidade e a loucura fazem parte da única inspiração que eu sou. Entende que não tem como gostar da inspiração e não querer a intensidade. Sou artista, sou adrenalina, sou o que te corta. Sou verdades cruas espalhadas em ás de espadas numa mesa. Não sei fingir, nunca dei sorte no jogo.
Não empurra assim, não faz pouco caso do que é tão raro e é seu. Que não sirva agora, a gente sabe, mas vai voltar um dia. Porque eu tenho aquele algo a mais que você sempre procurou na superficialidade alheia. Porque eu mexo lá no seu fundo. Ou talvez eu esteja delirando dentro de uma ilusão, amores de estimação muito bem alimentados. Talvez tudo isso seja ego. E o que vem do ego é egoísmo. Não desdenha, não finge que não existe, não finge que eu não sou nada. Não me deixe chegar perto do pensamento de que não merece um fiapo do que tenho aqui dentro.

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