Labirinto

Andei olhando por aí, sabe… esse verde todo, esse céu azul. Caminhei na  esperança de te encontrar em alguma esquina, quem sabe você tenha vindo, não, você não viria, essa esperança toda tola. A esperança é a última que morre porque a ilusão a segura pelo braço. Cara, como a gente ilude a própria esperança. Eu tinha certeza de que você não viria e ainda assim eu te procurava em olhares dispersos, espalhados em lugares que talvez você nunca estivesse. Mas eu resistia, firme como uma dessas árvores que precisam ser serradas por dias e dias e homens e homens e nem pelo último fiapo desaba. Há de vir e empurrar com algo grande.
E assim eu fiquei por muito tempo. Te desenhava ali, onde imaginava que pudesse estar – se estivesse. E não estava. Nem eu mesmo estava. Era tudo ilusão, você e eu jamais daríamos certo, eu sempre disse, você é ariano e eu não tenho saco.
O negócio é que acabei me perdendo feio, fui entrando nesse labirinto sem fim cheio de planta carnívora e nem  pensei em jogar migalhas de pão pelo caminho. Foi como uma cegueira breve, uma dessas luzes brancas com sentimentos de droga. Acabei me perdendo de mim quando me encontrei em você.

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