Um mundo novo. Uma esperança antiga.

E um homem negro, com nome árabe, é a nova esperança para um mundo totalmente diferente.
Barack Hussein Obama, cujo sobrenome é quase o primeiro nome do maior inimigo dos Estados Unidos, é hoje um poço de expectativas de milhões de americanos e bilhões de seres humanos.
Os Estados Unidos começam uma nova fase, preparam-se para virar uma página na História. Um presidente negro. Como Martin Luther King havia sonhado.
“Eu tenho um sonho, de que um dia meus quatro filhos viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter”: Pois é, Obama não é filho de Luther King, mas foi julgado pelo caráter, e não pela raça.
Foi uma vitória conquistada com muita garra, um “não” bem grande ao erro cometido de reeleição de George W. Bush, e um tapa na cara do Partido Republicano, que teima ainda em levar o país abaixo. 
Passaram-se mais de 140 anos, e pode-se dizer que agora sim a Guerra Civil Americana está terminando. A Guerra que dividiu o país em Norte e Sul, entre os favoráveis à escravidão e os que eram contra. A Guerra que começou no Estado da Virginia e que terminou, 148 anos depois, com o mesmo estado elegendo um presidente negro.
Barack Obama, um menino negro, filho de africanos, que passou a infância na Indonésia, país totalmente muçulmano, tendo estudado em escolas mulçumanas. É o novo presidente dos Estados Unidos da América. É uma revolução nos conceitos americanos. É um grito bem alto de “enough” na bitolada, careta e mesquinha mente republicana.
Barack Obama é a esperança. E eu não via nada assim desde quando tinha catorze anos de idade e assisti na TV o discurso de presidente de Nelson Mandella.
Ontem, assistindo à reprise do discurso de Obama, meus olhos encheram de lágrimas e eu não pude me conter de emoção, alegria, expectativa, medo e esperança. Eu, uma jovem Brasileira, morando no Reino Unido. Aquela mistura de olhos atentos na multidão, uma multidão tão unida de negros, brancos, asiáticos, latinos… uma multidão de jovens, velhos, crianças. Olhos cheios de lágrimas, atitudes positivas, gente se entorpecendo com as palavras do jovem senador negro. E que palavras… um discurso que, como mencionei acima, muito me lembrou o discurso de Martin Luther King. Palavras fortes, concisas, promessas que não são impossíveis, desde que se tenha coragem. Mudança.
Obama agora enfrenta um país com a maior crise econômica desde 1929, duas guerras militares mal resolvidas, e uma multidão de olhos e corações transbordando esperança… bilhões de seres humanos querendo apenas uma coisa dele: um mundo melhor.

Que Deus abençoe Barack Hussein Obama.

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