Motorizada…

Finalmente comecei a me re-entender com a minha bike. Já tinha até colocado uma plaquinha de venda nela até decidir ir pra Caversham domingo passado. E foi tranquilo.
Na verdade os problemas da minha bike são dois. Um, ela é grande demais pra essa pequena fração de gente. Dois, ela é pesada demais. Quando fui comprar com o David, lá em 2005, ela estava em promoção. A anta aqui parou do lado da bike, viu se a altura batia no quadril, ok, ok, pode levar. Leva que tá half price. Mas a besta verde e amarela que vos fala não se tocou que tava de salto!!!!!! Resultado: a bike é ótima pra andar de salto alto. Óbvio que não, né! De tênis é quase um fiasco. Pensa numa bike pêndulo. Uma menina em cima e quando pára tem que voar pulando pra frente pra pôr o pé no chão se não cai. Novidade né? Pra parar de repente só se for do lado da calçada (meio-fio) pra apoiar o pé. E pra subir tem que fazer muita yoga pra jogar a perna tão por cima do selim.
Mas o que mais me atrapalham são as marchas. Ãããã? Sim, eu sei. É dois mil e oito e eu ainda não me entendo com marcha de bicicleta. É o fim da picada. Mas amigos, eu nasci, cresci e nunca saí de São Paulo. Andei de bicicleta quando o meu sonho era uma Cecizinha rosa de cestinha branca e duas rodinhas do lado. Não tinha marcha. Minha primeira bicicleta de marcha eu devo ter tido com uns 16 anos, mas aí não andava mais. Queria saber de carro. E na Vila Madalena, já imaginou né? Impossível. A não ser que você queira fazer um spinning eterno. Pra chegar na minha casa, mal meu carro sobe os morros, imagina uma bike.
Essa daqui pra subida é um fiasco. Ela tem suspensão dupla, é de aço, pesa pra caramba. Esses dias eu tenho feito tudo de bike, mas quando chega uma inclinaçãozinha eu freio, pulo logo pra frente, acho o chão, dou uma voadora pra fora da bike e empurro a bendita.
Quinta feira eu e o David tivemos que ir ao centro. Fomos pedalando e eu resolvi usar um jeans. Pensei cá com os meus botões, tem stretch, não vai ser tãããão difícil. Pura ilusão. Na volta a gente pedalou o triplo porque ele queria comprar hamburguer no fast food lá depois de casa. Pegamos o caminho na beira do rio, tranquilo, ele me ensinou que marcha que eu tenho que usar, onde a correia tem que ficar e tal, e a motoquinha foi pedalando bem. Aí ele disse, vamos virar aqui. Era uma alleyway… mmm… mmmm… como chama essa bagaça em português???? Ah, enfim, era um desses “corta-caminho” pra pedestre, no meio da calçada que vai de um lado pra outro, sabe?? De um lado tinha um arame, não era farpado, mas era pontudo. Ele foi pedalando na frente e eu segui. Juro por Deus, o caminhozinho tinha uma inclinação pra cima de uns quinze graus no máximo! Era ri-dí-cu-lo. E a minha bike não subiu. Não deu tempo de pular pra frente, não deu tempo de dar voadora pra sair da bike, nada. Eu sabia que ia cair e a bike tendia pro arame. Nessas já ativei minhas células de dor e disse “let´s get started!”. Enfim, caí de ladinho, em cima do arame. Só que comigo não aconteceu nada. A minha blusa é que enganchou no arame e não soltava de jeito nenhum. Imagina a situação: eu, ainda em cima da bike, quase apoiada no arame, enganchada, tentando dar uma voadora pra sair com a calça stretch que também travou. A perna travou entre a bike e o arame e eu não descia nem caía na moita. Fiquei literalmente presa. Eu não conseguia parar de rir, e nem deu tempo de chamar o David. Quando ele olhou, ficou parado tentando entender o que eu fazia apoiada no arame, com a perna levantada, sem sair do lugar, e dando gargalhada. Ele ficou olhando e de repente começou a gritar, sai daí, sai daí, não encosta, não encosta. Quando eu olhei pro lado, onde eu tava enganchada, percebi que em volta do arame tinha uma bela moita de urtiga. Que coça e arde se a gente encosta. Na verdade eu não tive como sair. Ele teve mesmo é que chegar em mim, desenganchar minha blusa, puxar a bike, pra eu poder descer a perna que já tava dando cãimbra.
Se ele não tivesse lá acho que eu teria que caçar meu celular e  ligar pra Emergência me tirar do arame hahahaha! Não dava pra sair de jeito nenhum!!!!

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5 comentários sobre “Motorizada…

  1. veronica disse:

    Eu fico imaginando a cena e rolando de rir daqui… a vida do david é basicamento um sitcom de comédia… nunca se sabe qual será a cena do proximo episodio..

    nao consigo mais falar com vc..

    beijoca

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