A história da perereca + 1

Bom, melhor contar né!
A história da perereca começou assim:
Estávamos no Guarujá, no condomínio da minha tia e o carro estava estacionado na garagem. O condomínio é cercado por mata atlântica e eu já morro de medo só de ir até o carro, porque sempre tem um morcego engraçadinho pra dar um rasante no meu cabelo.
Mamãe quis ir ao centro fazer sabe-se-lá-o-que, nesta altura do campeonato. Eu resolvi ir junto. Chegando ao carro, percebi que querida mamãe tinha deixado o vidro aberto. Pra que, né? Comecei a entrar no meu mundo de Bobby, achando que lá dentro estaria rolando uma festa do apê com morcegos, sapos, cobras, pererecas!!! Demos uma espiadela básica e não vimos nada (mentira, minha espiadela básica deixa até policial rodoviário no chinelo… dei uma mega analisada mesmo). Até pensei em não entrar, não sou muito fã de insetos e bichos pegajosos, alguma coisa me dizia que tinha sim criatura dentro do carro. Afinal, tinha chovido. E queiram ou não, os bichinhos adoooooram uma cobertura!
Resolvi parar de ser fresca e entrei no carro. Fomos felizes e contentes até o centro do Guarujá. Passando um pouco da metade do caminho senti alguma coisa gelada no meu peito. Pensei “ah, não é nada, deve ser hormonal“…. Aí a coisa gelada comecou a andar! Eu entrei num estado de calamidade pública, olhei dentro da minha blusa e vi dois olhos!!!!!!! Aquela pererequinha bem pequena, semi-afro-descendente, nojenta, gelada, passeando em direção ao meu estômago! Comecei a tirar a blusa, bater no peito, sacudir os braços, fazer uns movimentos de rumba e a única coisa que saía da minha boca eram uns ais meio suspirados de terror. Minha mãe, coitada, dirigindo, gritava “o que foooooooooi????????????” e eu não conseguia responder… Eu gritava “pára no pooooooosto, pára no poooooooooosto!!!!!!
Ela entrou com tudo no posto de gasolina e eu, sem dar nenhuma explicação, abri a porta do carro, desci e comecei a me sacudir, tipo boneco do posto mesmo. Depois de uns minutos de chilique consegui explicar pra minha mãe – que já estava quase me levando pro hospital – que o que eu tinha não era um ataque do coração, mas uma perereca gelada dentro da minha blusa!!!!! Claro, porque até parece que se tivesse uma mini-perereca dentro de um ônibus, ela ia aparecer em qualquer outra pessoa que não fosse eu… No fim, a gente se matou de rir…

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Isso me fez lembrar o dia que fui com a minha irmã no estúdio de tatuagem. Eu, dirigindo meu Celtinha Legolas (sim, meus carros têm nome) e minha irmã no banco do passageiro. Minha irmã, gente, não dá pra explicar. Se eu faço escândalo com bichinhos, ela faz só de ouvir o barulho… se alguém começa a ter ataque, ela pode nem ver o bicho, mas vai ter outro ataque junto. Tipo companheira pra o que der e vier?? Pois bem. Eu dirigindo, rádio ligado, ruazinha movimentada cheia de lombada (obstáculo, quebra-mola, e afins), até que minha irmã esticou o braço esquerdo – o mais perto de mim – e gritou desesperadamente. Eu olhei de relance e tinha sim um bicho verde no braço dela, mas mal deu tempo de decifrar o que era. Ela, esperta pra caramba, deu um sopapo com a mão direita no bicho em direção aonde??? Ao meu pé, senhoras e senhores. Meu pé, meu querido pé que me aguenta o dia inteiro. De sandália rasteirinha. Revezando entre a embreagem e o freio. Começou o momento pânico no carro. Eu dirigindo, sem saber mais o que fazer com o meu pé – afinal não sabia o que de verde estaria lá embaixo – minha irmã gritando como se tivesse visto o Chucky na frente dela, e a minha parte racional tentando manter a frieza perante ao bicho para não bater o carro. Enfim, encostei o carro e dei uns sopapos nela. Na minha irmã, mesmo. Fiquei tão puta da vida que eu não sabia se ria ou se batia nela. Mas dei muitos sopapos pra ver se ela aprende a ser mais controlada. Depois a gente também se matou de rir tanto que não conseguia nem contar essa estória juntas, só de lembrar das cenas….

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8 comentários sobre “A história da perereca + 1

  1. Ligia disse:

    Hilária!!!!!
    Ahahahahahahahah…
    E só pro seu conhecimento, o meu Palio se chamava Bisteca.
    Credo… To meio confusa, não sei se sou vc e se vc sou eu.
    Vai te catar!!! Rs…
    Amo tu.

  2. Dricota disse:

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAH Já aconteceu isso comigo mas era uma lagartixa, a bicha grudou nas minhas costas, foi tão devastador que meu psicologico se fundiu com o fisico, que fiquei uma semana com o corpo cheio de pereba!

  3. Alexandre Giesbrecht disse:

    Certa vez fui tirar as compras do carro, na garagem da casa da minha avó. Aí senti um mosquito passar rasante pela minha nuca. Dei um tapa no ar, daqueles para afastar. Subi as escadas e, chegando à cozinha, senti o maldito de novo. Dei outro tapa, e acertei. Só que o negócio era, na verdade, maior que um mosquito. Quando caiu no chão eu vi o que era: uma barata.

    Sim, uma barata. Que tinha, provavelmente, subido desde o meu pé sem eu perceber. Ela no chão não durou muito: fiquei com tanta raiva que esmaguei-a como barata alguma já foi esmagada. E, como onde morre uma barata nascem dez (sim, porque a maioria das baratas são fêmeas, elas ficam prenhas boa parte da vida e seus ovos são extremamente resistentes) eu taquei álcool nela e queimei até sobrar menos que meu salário no fim do mês.

    Aliás, fica a dica do álcool+fogo.

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