Mais um dia! Um diazinho!
Mais oito horas e acabooooooooooou!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Mais um dia! Um diazinho!
Mais oito horas e acabooooooooooou!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Você samba pra frente que nem carioca ou pra trás, como baiano?
Eu sou total São Salvador….
Ontem assisti um programa na Tv muito engraçado, uma sátira do típico domingo inglês. E, principalmente, o fato das pessoas reclamarem hoje em dia por aqui que tudo abre no domingo e elas não podem ter mais seus dias de ócio… E o melhor de tudo foi a frase final do locutor “We are British… the number one in the world of being bored and slightly miserable!!!”*
Me matei de rir. Ainda bem que eles reconhecem!!
* “Nós somos Ingleses! O povo que mais fica sem nada pra fazer e levemente deprimidos!”
E parece que todas as fotos do Brasil, que eu gravei num dvd, simplesmente desapareceram. Não sei como, não apaguei, e tenho certeza absoluta! Tô bem chateada com isso…
Recebi por email e gostei!
O que não sai da sua tv: DVD “Coisa de Jorge”… adooooro!
O que não sai do seu ouvido: Roberta Sá e a minha Ipod!
Lugar mais impressionante que já visitou: A casa de Anne Frank, em Amsterdam
Uma lembrança de infância: Tardes na casa da vovó e o cheiro de café coado em coador de pano… saudades!!
O que não falta na sua cozinha: Ervas, temperos, tomate!
Uma amizade de mais de dez anos: São algumas, graças a Deus! Kátia e Thais (15 anos), Cris (10 anos) e, claro, minha irmã e a Carol desde sempre!
O seu emprego dos sonhos: Qualquer coisa em que não tivesse muito o que fazer, ganhando rios de dinheiro e em algum ou alguns lugares paradisíacos…
Quem mais te conhece nesse mundo: Quite a lot of people! Carol, Ká, Mamãe, David, Verônica.
Primeiro amor: Aaaai não me lembro!!! Será que foi o Jon Bon Jovi??? Hahaha!
Amigo de infância: Kátia e Thaís (de adolescência… de infância tenho contato com alguns, mas infelizmente não são mais tão presentes)
Adolescência: Um época estranha…
Um lugar no mundo: Brasil!
Uma viagem inesquecível: Disney, com quase toda a família!
Praia: Morro de São Paulo, Guarujá e qualquer uma de Floripa!
Campo: Interior da Inglaterra;
Cidade: São Paulo, Rio e Barcelona.
Medo: De avião (!!!!), e de perder alguém inesperadamente…
Vício: Meios de comunicação. Clarice Lispector.
Superação: Meu relacionamento.
Dúvida: Sempre existem… se não existissem, estaria morta!
O que é constante: Saudade.
Mania: Falar sozinha, cantar alto e sambar na sala.
Um homem: Meu avô.
Uma mulher: Minha mãe.
Um animal: Billy. Cachorros.
Música pra relaxar: Jack Johnson.
Música pra dançar: Samba!! Ou Samba Rock!
Mais amigos ou mais amigas? Mais amigas! Girls just wanna have fun!
Te tira do sério: Falta de respeito, principalmente com idosos!
Alguém que queria ter conhecido: Conheci, mas por pouco tempo… meu pai.
Um sonho de consumo: Um Corvette vermelho e uma cobertura de vidro.
Orgulho: De sempre seguir meus instintos… e de ser Brasileira!!
Time: São Paulo
Último Cd que comprou: Roberta Sá
Último livro que leu: tô lendo “O livro dos Espíritos”, de Alan Kardec
Momento de paz: Yoga
Algo de hoje, pra se lembrar amanhã: “Seja feliz e positivo, mesmo que o dia não te prometa nada de novo…”
Um comecinho de um dia cinzento sem promessas nenhuma, uma chuvinha fina lá fora. Algumas horas pra ter de sair e trabalhar a noite toda.
Um dvd, uma televisão, um Jorge Aragão, e palavras pra mudarem totalmente o olhar pra um dia como este….
“Deus manda, Deus manda
Na hora que mais se precisa
A luz pra acender minha alma
a cura da dor num lampejo
Todo perdão que me salva
Olhos pra quando eu não vejo
Se eu me sinto sozinho
Ele vem em segredo
e me faz passarinho
pra que eu não mais tenha medo
Deus manda, Deus manda
Na hora que mais se precisa
A luz pra acender minha alma
a cura da dor num lampejo
Todo perdão que me salva
Olhos pra quando eu não vejo
Paz que ameniza meu pranto
Força da minha emoção
Dengo pro meu desencanto
amor pro meu coração
Foi na vontade de ver
A mão divina tocar
No meu tormento o sofrimento estancar
Vi mudar o meu querer
A fé não mais vacilar
e descobri o bem q tem recomeçar
Deus manda, Deus manda
na hora que mais se precisa.”
(Jorge Aragão)
Fiquem com ELE.
Eu cheguei hoje em casa de um dia lindo de sol, procurando emprego, maquiagem feita na Benefit de graça, cabelos esvoaçante ao vento quentinho, me sentindo magra, linda, poderosa e com um futuro lindo pela frente.
Até que o David me solta a bendita frase… “você viu o que aconteceu hoje, babe?” Achei que ele fosse falar de mais algum escandalo político por essas bandas (sim, aqui também tem), ou da Susan Boyle ter sido levada pra um manicômio, mas não. Ele solta uma tal história de um avião que sumiu entre o Brasil e Paris.
Meu queixo caiu até o chão, ele sabia da estória por cima. Larguei a bolsa no sofá e entrei na internet. Meus olhos não puderam conter as lágrimas que borraram toda a maquiagem da Benefit. Mais um acidente aéreo no Brasil, meu Deus! Não é possível!
Enfim, por enquanto ainda ninguém sabe o que aconteceu com o vôo da Air France. Talvez na hora em que você estiver lendo esse post já tenhamos alguma notícia.
Não contei pra vocês, mas assim que cheguei aqui, terça feira passada, de TAM, São Paulo-Londres, eu estava um caco. Disse pro David que não tinha pregado o olho a noite toda, mesmo tendo duas poltronas vazias do meu lado, onde pude me esticar. O motivo dessa inquietação toda foi uma turbulência horrorosa que eu peguei, a noite toda sobre o Atlântico. Eu fechava o olho, vinha o apito do cinto. Eu chegava num soninho alfa, o avião dava umas chacoalhadas que eu só dizia “Minha Nossa Senhora”. Foi arrepiante. E olha que já peguei bastante turbulência antes…
Lembro de tentar dormir e rezar todas as orações que conhecia, até umas esquecidas no fundo da mente, da época do catecismo. Lembro do avião dar umas caídas num vácuo que eram de perder o fôlego. Lembro de, morrendo de sono, acordar numa dessas e pensar “ai Nossa Senhora, não aguento mais rezar…. já rezei tudo o que tinha pra rezar, se não me proteger agora, não tem mais nada que eu possa fazer”…
E antes de eu embarcar nesse vôo, teve um vôo da Tam que ia pra Paris e foi cancelado. E a equipe de terra da TAM tava muito agitada… eu tava na fila pra embarcar só tentando entender porque o tal vôo de Paris foi cancelado e porque eles estavam colocando o povo do outro vôo no meu vôo. Os coitados que iam pra Paris não recebiam uma resposta… era “o vôo foi cancelado, o senhor vai ter que ir pra Londres”. E ponto final.
Deu aquele medinho básico de “o que que tá rolando, meu!”. Mas no fim, só fui meio que entender quando cheguei aqui.
Quando liguei pra minha mãe e minha irmã disse que não tinha dormido nada no vôo por causa da turbulência. E elas falaram “você viu?” E eu não tinha visto nada. E elas continuaram… “um vôo vindo sei lá de onde, da TAM, passou por uma puta turbulência, o povo bateu no teto e tal…. pousou em São Paulo às 20h”.
Aí que me deu um estalo… meu vôo foi às 23:30, então pode ter sido que o vôo cancelado pra Paris fosse usar ou o mesmo avião, ou a mesma tripulação. Não sei, não vou saber nunca. Mas que devia estar relacionado, devia.
Agora esse de hoje gente, são dois incidentes em uma semana. E eu voei na Segunda passada. Fiz o mesmo trajeto. E era pra ter sido de Air France, se não fosse a minha mãe querer milhas. Sei que não tem nada a ver, passam vários aviões na mesma “estrada” todo dia…. mas dá um frio na barriga.
Eu só tenho que rezar e continuar lendo “O livro dos espíritos”, do Kardec. Quando é a hora, é a hora. E se for, não tem nada que a gente possa fazer…
Ainda tem uma esperancinha no meu coração de que esse avião esteja pousado em alguma ilha paradisíaca, todo mundo de colar havaiano, bebendo água de côco… quem sabe…
Ser Brasileira pra mim é uma benção. Acredito que Deus tenha escolhido a dedo os abençoados a nascerem nesse pedaço do mundo, um mundo novo, de pouca história e lindas estórias. Ser Brasileira, pra mim é o que há de mais sagrado no meu sangue.
Sei que você pode estar lendo isso agora e pensando na infinidade de coisas ruins que acontecem na nossa terra, desde o minuto em que Cabral colocou seus olhinhos vorazes sobre ela. Sei de tudo, sei de toda a corrupção de todos os governos, de toda a ignorância de um povo, de toda a falta de civilidade, de toda a picaretagem. Sim, eu sei de tudo. E sempre soube. E a bem da verdade, pensei muito em me rebelar quando era adolescente e fazer passeatas contra o Collor e a poluição visual, me mudar pra um país mais evoluído. Mas tudo isso não passou de uma passeata contra o aumento da mensalidade da minha faculdade e um intercâmbio de férias na Europa.
Ok, eu tenho uma situação um pouco mais privilegiada do que a maioria do nosso povo e pude fazer um pouco mais da minha vida. Mas meus avós não tinham nada, e tudo o que tive a vida inteira foi custo de muito suor. Sou bisneta de italianos colonos, como uma grande parte de São Paulo. Sou Paulista, cresci no asfalto, andei de carro e ônibus a vida toda, respirei “ar regular” desde criança.
Sou de um país cheio de defeitos, cheio de desigualdades e coisas feias, mas não vim aqui pra falar disso. Vim aqui pra abrir seus olhos, você que mora aí e reclama todos os dias. Você, Brasileiro, que não quer nem ouvir sobre as coisas boas que existem ao seu redor.
Por obra do destino eu fui “exilada” por mim mesma. Fui colocada no outro canto do mundo pra dar espaço a um amor que eu só podia ter aqui, na Europa. E um ano e meio sem colocar meus pés no Brasil me tornaram uma pessoa muito pior. Uma pessoa cheia de medos, de dúvidas, sem vida. Eu vivi uma vida aqui, até então, que eu relutava pra enfrentar. Comecei uma vida do zero, como se tivesse nascido de novo e essa vida não foi nem um pouco fácil. Faltava uma parte de mim, faltava uma família inteira, uma penca de amigos e uma alma que só existia num lugar do mundo.
Vou te contar uma coisa… eu moro no interior da Inglaterra. Uma cidade quase sem crimes, com algumas coisas interessantes pra se fazer, com gente do mundo todo. Estou a meia hora de Londres e todo seu agito. Tenho amigos do mundo todo aqui, uma casa alugada, um emprego, um marido nacional. Pode parecer a vida perfeita, aquela que muita gente sonhou, mas é aí que mora a questão. Você se adapta? Adaptação é um processo muito fácil quando se tem dia pra voltar pra casa. Quando não se tem, a estória é bem diferente.
A Inglaterra pode parecer um sonho, o povo é muito cordial e receptivo, mas sempre falta alguma coisa. Eu sempre tenho a sensação de morar em um país fantasma. É porque aqui, minha gente, falta alma.
Falta a alegria que o Brasileiro tem desde que nasce, falta a ginga, o jogo na cintura pra lidar com os repentes da vida, falta o lado positivo, o otimismo, o sacudir a poeira e dar a volta por cima. Falta um olhar que diz tudo e um sorriso que abre portas, falta alguém respondendo o seu bom dia mesmo sem nunca ter te visto na vida. Falta alguém pra te dizer do nada “vá com Deus”. Falta um Deus. Falta uma religião, faltam crenças, faltam bençãos. Falta vida, falta alma.
Todos os dias da minha vida aqui eu tento me lembrar de que sou Brasileira. De que nasci com um sorriso pra quem quiser recebê-lo. De que nasci com otimismo e com vontade de vencer na vida e mudar o mundo. Nasci num país onde o tempo passa mais devagar, onde as pessoas dançam e cantam, onde as crises passam e mudam.
Eu sou Brasileira do dedinho do pé ao fio de cabelo, e muitas vezes queria ser a típica Brasileira ao invés das sardinhas no rosto branco. Queria que as pessoas não me dissessem que jamais imaginariam que sou do Brasil. Queria transbordar toda essa magia que só a gente tem.
O mundo tem muitos defeitos. Todos os países tem seus problemas, e os daqui são tão grandes quanto os daí. Mas a gente continua vivendo… o Brasileiro continua empurrando a carroça e fazendo a vida acontecer. Sem extremismos, num país abençoado com inverno e verão decentes, com um dia que nunca escurece antes das cinco e meia da tarde. Com temperaturas amenas, chuvas que trazem aquele cheiro de terra molhada.
Sabe um fim de tarde, desses de sentar na grama e ver o sol se por? Aqui se você tiver sorte, conseguirá fazer isso por duas semanas no ano. Sabe uma noite enluarada, com seus amigos ao relento? Sabe as árvores sempre ricas, o verde sempre verde, os pássaros na sua janela? Sabe o cachorro da vizinha latindo, o galo cantando, as crianças fazendo barulho e brincanco na rua? Sabe o barulho, de gente viva? Aqui não tem. Eu dou graças a Deus quando ouço um cachorro latindo, pra quebrar o silêncio do dia.
O cheiro de pão quentinho saindo na padaria, a música do caminhão de gás que você odeia, aquele cheirinho de alho e cebola refogando todo santo dia… A felicidade de ir pra praia a hora que der na telha, as pessoas andando de bicicleta, correndo no calçadão, a benção de um dia de sol quase todos os dias do ano. Um sol que esquenta.
O porteiro que sabe a sua vida inteira, o vizinho que vem te ver quando você tá doente, o médico que te conhece desde pequeno, a sua avó que faz aquele bolo de fubá à tarde e anota as receitas nos programas femininos da tarde. Aquele bolo que perfuma a casa toda. As novelas que todo mundo assiste, o santo futebol de quarta feria. O cafézinho, de todas as horas, de todos os lugares… “a senhora aceita um café?” Quanta Brasilidade tem nessa pergunta, meu Deus! O nosso café incomparável, a generosidade do nosso povo, o papo que vem do nada e dura horas com alguém que você nunca viu antes. As praças, os parques. O parque com ciclovia, quadra de futebol, de tênis. As quadras públicas para as nossas crianças terem o que fazer. O Bem-te-vi, o sabiá, o papagaio do vizinho…
É tanta Brasilidade que faz a nossa alma reviver. É tanta coisa pra se fazer no mesmo espaço de 24 horas… é um tempo mais útil, que passa mais devagar. É um povo que te acolhe e que ama a vida. É um povo que luta, que dá e recebe. São almas. Almas ensinadas a viver. Por isso que digo que Deus nos escolheu a dedo.
Nós sabemos aproveitar a vida, sabemos o valor de cada dia. Sabemos o quanto é importante a família e a amizade, o quanto vale o contato com o próximo. Sabemos que as dificuldades estão aí para serem superadas, e não há nada que desanime o nosso samba. Porque a vida tá aí, pra quem quiser viver. E ela passa rápido demais para sermos melancólicos e desacreditados. Passa rápido demais para vivermos sem crença e sem amor. Pra vivermos sem alma.
O Brasil é um país com alma. E é essa alma que eu nunca, nunca hei de renegar na minha vida. Porque o dia em que eu fizer o que muitos brasileiros fazem por aqui, “esquecer o Brasil”, eu estarei morta e longe da minha essência que me faz ser quem eu sou. Quem eu nasci pra ser. Uma Brasileira, com muito orgulho e muito amor.