Tenho um problema sério com animais. Sou extremamente apaixonada por qualquer bicho (excluindo uma boa parte de insetos). Sou fraca, tenho coração mole, e tenho certeza que, se tivesse uma casa grande, seria daquelas que saem pegando animal abandonado na rua…
Ontem assisti ao Globo Repórter e, não dá, eu não posso ver cenas de maltrato que eu choro compulsivamente. Ontem foi de arrepiar ver um cara enfiando uma faca na cabeça de uma tartaruga, ver aquele Pintor Verdadeiro (um dos pássaros mais lindos que existem) agonizar até a morte por falta de ar, comida e água.
Outro dia vi um cachorrinho na rua, de coleira, todo estrupiado e, cara, se vocês olhassem nos olhinhos dele… Ele era puro desespero, com certeza estava perdido. E eu não pude fazer nada porque estava dirigindo e meu cachorro insandecido estava comigo. Mas eu chorei, chorei, até chegar em casa. E rezei para São Francisco de Assis para colocar um anjo no caminho dele.
Eu sou assim, me bate um desespero quando vejo cachorro ou gato atravessando a rua. Um dia, na praia, tinha um carro na minha frente com um cocker na janela. O trânsito estava fluindo e – juro – o cocker pulou a janela e foi parar no meio da avenida – com o carro andando!!! Eu virei meu carro de lado, parei o trânsito todo e quase tive um enfarte até tirarem aquele cocker do meio da rua…. Hedgehog então (os ouriços terrestres da Inglaterra) eu só vi morto e atropelado. Mas tudo isso não passa de acidente. O que me revolta é o tráfico de animais, o maltrato, a crueldade. Eu não entendo como uma pessoa pode olhar nos olhos imensamente expressivos de um bicho e lhes fazer mal. Eu abomino o tráfico de animais tanto quanto o de crianças.
O que eu não entendo é que neguinho que mata a família inteira de chimpanzé pra roubar filhote, ou rouba arara-azul – que é monogâmica, passa pela delegacia, recebe uma multa – que nem é paga – e fica por isso mesmo. Meeeu, os caras fazem rapel pra roubar ovo de arara-azul!!!! Isso eu não engulo… Tráfico é tráfico. O que é ilegal é ilegal e pronto. Se eu sair por aí vendendo cocaína eu vou ser presa e vou responder à Justiça. Agora se eu sair por aí vendendo filhote de pássaro silvestre, não acontece nada. Tem tanta coisa errada neste país que desanima até reclamar.
Categoria: Complicada e perfeitinha
Sobre mim!
Debaixo do meu guarda-chuva
O show ontem foi incrível, quase três horas! E a melhor parte foi quando Ivete fez um revival de Carnasampa e cantou músicas da Banda Eva, como “Alô paixão” e “Vem meu amor”. Eu aaaaamo as músicas da época do Eva!!! Tudo bem que só dava eu e a minha amiga cantando, afinal, o público ali devia ter uns seis anos em 95… E também tinha umas entidades dançando lambada! Quaquaquaquaquaqua!!!!! Pense num casalzinho na pista que dançava lambada como se tivesse pulando em brasa, um show de horror!!!
Enfim… Hoje fiquei pensando… que diabos levam certas pessoas a fazerem músicas retardadas??? Ouvi mais uma vez a chatice da Rihanna com seu “Umbrella”… me pergunto indignada o que faz um ser humano ouvir um treco desses na própria língua e achar bonito!!!???
“Debaixo do meu guarda-chuva, uva, uva, hey, hey, hey, debaixo do meu guarda-chuva, uva, uva…” Aaaaaaaaaaiiiiiiii!!!! Pior é que Jay-Z tem contribuição nesse lixo…
Mas por falar em lixo, me sinto obrigada a falar na DUQUESA DOS HORRORES, aquela mais energumenamente inútil para a humanidade que Paris + Lindsay + Britney + álcool + Ibiza – calcinhas: Fergie. Como eu odeio essa infeliz!!!
Uma cidadã que faz caras e bocas cantando coisas desse naipe não merece absolutamente nada. “Eu misturo seu leite com meu chocolate em pó, leite, leite, chocolate“, ou “Minhas lombadas, minhas lombadas, minhas lombadas, minhas adoráveis lombadas de mulher”. Ah, vai cortar cana na roça, amiga, pegar caminhão de bóia-fria!!!! Tá certo, hump não quer dizer lombada, quer dizer protuberâncias. Mas na Inglaterra, onde a infeliz é a duquesa, hump tem na rua e é pra diminuir a velocidade dos carros!
Bom, dá pra enumerar uma lista gigantesca de absurdos dessa porcariazinha loira de meia-tigela. Tá, ela é bonita e patati, patatá…. Mas até aí, bule!! Uma mulherzinha que humilha a própria feminilidade e se prontifica a cantar essas bostas devia ser colocada no meio da Piazza San Marco por um mês, cheia de milho.
O povo reclamava de É o tchan e canta “Fergalicious, é tão deliciosa, toda vez que eu me viro os caras se reúnem, sempre me olhando de cima até embaixo, olha para o meu uuuuuh eu só quero dizer, não tô fazendo drama, não quero roubar teu homem, sei que estou um pouco convencida mas é que eu fico repetindo o quanto os meninos querem comer isso…”… “Tão deliciosa, mas não sou promíscua”…. Aaaaaaah, morde a testa, estúpida!!!!
Geeeente, pelo amor de meu São Crispim, peeeensem antes de cantar músicas em outro idioma ok? Joga no Vagalume, procura a tradução e veja o que a coisinha quer dizer!!!! Não cantem “My humps” como se fosse “My way”, certo???
Desculpem, mas eu não tenho como não querer FORCA em praça pública para a Fergie… e a ANTA ainda faz um clip para a música “London Bridge” filmando a ” Tower Bridge”!!!!! Aiiiiii Jesus amado!!! Alguém salva essa alma infeliz que de repente ainda dá tempo!
Saco
Saco, saco, saco, saco, mil vezes saco. Se minha avó estivesse viva, teria um chilique comigo falando isso – dizia que era muito feio para uma menina. Aí eu imitaria meu avô e diria sacola. Ou caspita. Enfim, que diferença faz….
Tô irritada e meio. Tem pessoas que simplesmente tem uma facilidade espontânea de me tirarem do sério. E nem precisam de muitas palavras.
É… o bom e velho karma, aquele que faz a gente trabalhar os nossos próprios defeitos através dos outros…
Vou afogar as mágoas no show da Ivete e já volto.
Duas taças e um Shakespeare, por favor
Não há sentimento que eu sinta hoje que não possa ser traduzido por Shakespeare. E me inebria lembrar os ares de Stratford-upon-Avon ao caminhar pela velha casa da Henley Street, onde Shakespeare nasceu, com o chão torto e vidros embaçados. Cruzar o lindo jardim de tulipas e bluebells, atravessar a ponte sobre o rio Avon e, finalmente, sentar-me num dos bancos da Holy Trinity Church, imaginando quanta coisa aquela pequena igreja de pedra não havia testemunhado.
E eu digo que hoje só Shakespeare sente o que eu sinto, não que eu entenda muito do grande poeta, mas sim por ele entender muito de mim.
Soneto 116
“De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora,
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou”
Sonnet 116
“Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments. Love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove:
O no! it is an ever-fixed mark
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wandering bark,
Whose worth’s unknown, although his height be taken.
Love’s not Time’s fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle’s compass come:
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
If this be error and upon me proved,
I never writ, nor no man ever loved.”
E me dou pleno direito de repetir quantas vezes quiser: amor não é amor, se quando encontra obstáculos se altera, ou se vacila ao mínimo temor. Porque disso eu sei mais do que ninguém. Porque por tantas vezes poderíamos ter alterado e vacilado, tantas – e tão fortes – que não contaríamos nas quatro mãos. Mas o nosso amor é maior que o mundo e continua intacto; é um marco eterno, dominante, que encara a tempestade com bravura. Absolutamente qualquer tempestade, com toda a bravura de dois corações jovens e plenos.
So long, and thanks for all the fish
Gostaria de usar só um pedacinho deste blog, mas que talvez seja o de maior grandeza, para agradecer à todos os meus “leitores” – que assim humildemente os chamo, já que não tenho pretensão de escritora. E parafraseando Clarice, mais uma vez: “sem fazer estardalhaço da minha humildade que já não seria humilde”.
Sinto no mais sublime alto da minha alma que existe alguma coisa, um dom ou sabe-se lá o que, um espírito que baixa, ou qualquer coisa do gênero que faça meus dedos digitarem infinitamente mais rápidos que meus próprios pensamentos. A vida me chamou de alguém que tem talento para escrever e é por isso que voltei, e que continuo. Por rever a vida.
E também por tantas palavras carinhosas nos comentários e em emails, palavras estas que dão força para o que existe, lá no mais sublime alto….
Obrigada, de coração.
Sobre o livro, estou pensando nisso, ainda preciso de um tema. Não sei se compilo contos ou se desenrolo algum em estória sem fim. Aceito sugestões.
Se joga na roda
Acabei de voltar da minha primeira aula de capoeira. Uma hora e meia me rendeu:
– Um momento “patricinha passa mal” – fiquei enjoada e quase vomitei na aula,
– Um chute na cara (porque o Mestre achou meeeesmo que já dava pra me jogar na roda),
– Calos nos pés que, pelo jeito, serão vitalícios,
– Descoberta de fibras musculares da minha bunda que, em 27 anos, nunca tinham se manifestado.
Se eu vou voltar amanhã? Claaaaro, se eu conseguir andar.
Mostra-me tua bolsa e te direi quem és…
Mesmo depois de tantos blogs, ainda não tinha entrado na onda da bolsa… Mas agora deu vontade, por isso esparramei tudo na cama e voici!!! Eis o pequeno mundo desta pequena criatura…

Explicando tudo o que carrego, começando em sentido horário, lá de cima:
1 – Meu recente pocket book, Contos escolhidos de Machado de Assis (já tô acabando, tá na hora de arrumar outro),
2 – Micro-carteira e meu porta-moedas. Odeio carteiras grandes porque não trabalho com cheque hehehe…
3 – Porta-absorvente Reinaldo Lourenço, mega fofo…
4 – Óculos-mega-xodó e sua master-blaster-caixinha.
5 – Óculos de grau… sim, tenho 3,5 graus de astigmatismo!
6 – “Cerurá” e seu Charlie Brown…
7 – Perfuminho My Desire, da Victoria´s Secret, adoooro!
8 – Nécessaire básica com:
* Mini-rímel,
* Protetor labial com FPS,
* Mini-desodorante, que eu compro em UK,
* Gloss que eu quase nunca uso…
* Mini- blush 3 em 1,
* Hidratante com filtro solar,
* Corretivo 3 em 1,
* Fivela tic-tac,
* Minha piranha de borboletinha linda,
* Colírio Lacrima – não vivo sem!
9 – Vaquinha louca de anotações e caneta,
10 – Chave e documento do carro.
Descobri que sou mais fashion do que imaginava… tudo bem, metade do que tá aí são presentinhos de Fashion Week, das épocas de ralação.
Capitão do mato
Não contei que vi uma borboleta azul na praia né? Mais um dos meus raríssimos encontros, desta vez com a Morpho achilles achillaena, ou simplesmente “Capitão do Mato”… É uma das maiores borboletas da América, chegando a medir 14,5 cm de envergadura… E foi uma dessas, bem grande, de um azul mais azul que o céu, que voou sobre mim e desapareceu na floresta da Mata Atlântica. Para mais uma vez unir meu passado distante com alguma coisa do presente que eu só descobrirei no futuro. Como em todos os meus raros encontros com a borboleta azul…


