Eu disse…

She´s only happy in the suuuuuun….

milongleat

Por isso que ela tá mais animadinha!

Comercial pra inglês ver

Pras meninas que moram aqui em UK… alguém já percebeu que aquele comercial do Barclaycard, que o cara desce num escorregador gigante, é em São Paulo???
Eu primeiro me intriguei com a placa no mercado escrito “cebola”… um dia o David falou, olha os vidros de palmito!!!!!!! Olhando na internet e dando pausa no filme completo dá pra ver um monte de coisas, inclusive os nossos garis  vestidos de laranja!!!!

Novos ares

Esses dias têm sido uma benção!! A temperatura já aumentou para agradáveis doze graus (pelo menos não queima o rosto), o sol tem brilhado mais quente, os dias estão um pouquinho mais longos e a primavera já tá dizendo um oi bem de longe. Até a janela tem ficado aberta por mais tempo, sem eu congelar as extremidades!!
Fora isso, o que tem sido o máximo é que uma das meninas que trabalha comigo, a Natasha, se mudou com o namorado para o flat acima do meu!!!!! E ela é uma querida, moleca de tudo, tem 19 anos… mas é uma querida! E está sendo ótimo tê-la como vizinha, vindo aqui pegar o abridor de latas, encontros no jardim, coisas desse tipo!
Além de tudo, hoje é segundona e eu tô de folga desde sábado!!!!!! E só volto pro trabalho na quarta!!!! Tava bem precisando desses dias, que têm sido incríveis!
Sábado fez um dia lindo, céu azul, sol… eu e o David fomos de carro até Longleat, um parque safari perto de Bath… foi uma delícia!!!! Todos os bichos soltos, leões, tigres, lobos… só faltou uma penca de filho no carro!!! Mas foi ótimo, o caminho todo debaixo de sol, ouvindo Beatles, um passeio diferente… coisa que a gente tava precisando!
Esses dias tirei pra cuidar de mim… começando com uma dieta detox (sem paranóia e extremismo), coisa saudável mesmo…. academia, caminhadas, frutas e vegetais orgânicos,  chás de ervas, coisas que me fazem bem…
E agora sim parece que o ano tá começando pra mim, com o oizinho da primavera! Um vento menos gelados, alguns graus acima de zero, um sol quentinho….
E semana que vem a gente faz DOIS anos de casados!!!!!!

Momento Magda

Eu sempre gostei de semente de abóbora, mas nunca fui fã de mastigar a casca. Chegando aqui na Inglaterra, sabendo que a dita cuja é fonte de proteína, superfood e tal, resolvi procurar. Olhei no mercado e vi um pacotinho escrito “pumpkin seeds”. Olhei, olhei…. as sementes eram escuras, marrom, meio verdes!!!!! Que estranho, será que aqui a abóbora é diferente? Ou será que eles torram, fritam, colorem, sei lá!!!!!
Comprei o pacotinho, isso foi há um ano já…. Cheguei em casa, abri com aquela cara de desconfiada, coloquei uma na boca e – pára tudo – as sementes já vem descascasdas!!!!!!!!

“Your choices are half chance. So are everybody else’s.”

Sabe aquele video do “wear sunscreen”, que eu já comentei aqui várias vezes? Pois é, ele é como uma injeção de ânimo na minha vida. Quando tudo parece “down”, só um clique no youtube, uma digitadinha em “wear sunscreen” e as mesmas palavras que eu ouvi tantas e tantas vezes parecem novinhas em folha. E como se não bastasse, a cada vez que eu vejo é uma frase que marca mais. Porque, logicamente, o meu cérebro vai processar melhor o que estiver de acordo com o que eu estou vivendo no momento.

And my choices are half chance. Tudo tem 50% de chance de dar certo, 50% de dar errado. E eu fiz a minha escolha. Resolvi aceitar um pouco mais minha vida adulta. E no mesmo momento em que eu tive que fazer uma escolha, minha gerente assinou minhas férias. E foi como uma grande e gorda armadilha, mas já dizemos que Deus escreve certo por linhas tortas… pode parecer estranho, mas tudo tem um porque. Por isso decidi ficar no hotel, ir pro Brasil e depois, quando eu voltar de cabeça fria, procurar outro emprego ou mesmo uma realocação dentro do hotel.
Já que eles vão me pagar três semanas de férias, eu não posso dizer não.
Nesse meio tempo, decidimos continuar aqui no flat também, pelo menos até encontrarmos o lugar certo.

A conversa com a minha gerente não mudou minha rota de dez dias, mas serviu pra alguma coisa. Vou ter o próximo fim de semana de folga também (apesar de trabalhar oito dias agora pra isso, hoje é o sexto). E já dei uma espiada na outra rota e parece que me deram folga segunda e terça também. Então são quatro dias seguidos, o que vai ser ótimo.
Fim de semanas tentaremos ir pra Longleat, um parque safári aqui que parece ser bem bacana! Contanto que eu tenha quality time com o meu marido, tá valendo!!!

And it´s all relative…

Finalmente consegui achar uma brecha entre a disposição, o cansaço físico e a mesmice pra escrever aqui. Ultimamente não tenho tido muita novidade mesmo. Minha vida tem sido literalmente trabalho. E pior, trabalho frustrante.
Eu disse que trabalhei dez dias seguidos. Sem faltar um dia. E tudo isso pra que? Pra ter um mísero fim de semana de folga. Um pouco de tempo com o meu marido, fazer alguma coisa, sei lá, qualquer coisa que fosse, já que os planos de ir pra Londres foram eliminados pela minha rota, pela neve e pela chuva.
Sexta feira cheguei em casa aos quinze minutos pra meia-noite. Do trabalho. Fui direto pra cama.
Sábado abri os olhos e pensei, meu Deus, um fim de semana desde tanto tempo que nem me lembro, preciso fazer alguma coisa. E quem disse que o corpo respondia? Eu só queria dormir. A chuva colaborou bastante de trilha sonora para os meus infinitos sonos. Nem sei quantas vezes fui pra cama e voltei nesse fim de semana.
Academia nem passou pela cabeça. Sábado ainda fomos fazer mercado, não tinha nada pra comer em casa. Domingo resolvemos ir de carro pra Guilford. Algumas voltas no centro, chuva, frio e cansaço me fizeram voltar pro aconchego do meu sofá.
Sim, passei um fim de semana com meu marido, sem qualidade nenhuma.
Segunda e terça trabalhei de novo, segunda de manhã, o que reduziu meu fim de semana pra 48 horas literais. E trabalhei como um zumbi.
Hoje, mais um dia de folga, pra depois enfrentar outros oito seguidos. E adivinhem o que eu fiz? Revezamento entre cama e sofá de novo. São três da tarde e eu ainda tô de pijama. É mais forte do que eu, juro…. minha cabeça quer sair, passear, ir na academia, fazer compras… mas meu corpo discorda em gênero, número e grau.

Domingo fez um ano inteirinho que estou aqui. 365 dias, sem dar uma passada sequer no Brasil. E o que mudou desde então? Não muita coisa… um ano inteiro com o David é uma benção, mas a saudade de “casa” ainda é grande e o coração ainda é um pouco vazio. Tenho tentado ao máximo me adaptar cada vez mais. Já não choro e já chamo aqui de “casa”, mas as coisas ainda não são perfeitas. Acho que se leva mais de um ano pra acalmar um coração meio cheio… meio vazio… meio cheio. Porque meu otimismo cresceu um pouquinho, porque eu aprendi que nada é pra sempre e que se eu quiser mudar amanhã pra Tasmânia só basta um pouco de coragem. E isso eu sei que eu tenho.
É incrível como tem coisas na vida da gente que mexem demais com a nossa personalidade. Eu não sou triste, nunca fui. Ninguém diz que eu sou uma pessoa que chora, porque eu tô sempre rindo. Mas eu tinha mais as mãos nas rédeas. Era mais segura e mais corajosa.
Essa pessoa ainda está dentro de mim, mas às vezes acho que ela dá uma dormidinha….

Enfim, nesse ano tanta coisa aconteceu. Muita coisa boa. E uma delas foi o fato de ter arrumado um emprego, não o emprego em si, mas o fato de ter um salário no fim do mês. Tenho andado absolutamente frustrada e exausta no hotel. Tenho pensado muito em pedir demissão… mas ontem ouvi um passarinho dizer que minha gerente vai assinar minhas férias. Aí é tanta coisa… é a porcaria da “recessão” em todos os canais de tv, as contas pra pagar no fim do mês, o aluguel todo dia 17. É…. é fácil jogar tudo pra cima quando a gente tá na casa da mãe, casa própria, as contas que a gente paga são o celular e a gasolina do carro. Agora eu penso dez vezes e é essa a essência desse post. Eu queria muito levantar, sacodir a poeira e dar a volta por cima. Queria muito pedir demissão, me libertar desse emprego que paga as minhas contas mas me afunda cada vez mais, tirar umas férias desse país e ir pro Brasil um tempo, deitar na areia, respirar o cheirinho do mar de novo. Ir nos meus “comfort” lugares, que  me fazem sentir em casa… viver, como se vive no Brasil. Cuidar de mim. É esse o ponto crítico. Eu faria isso, facilmente. Isso é uma característica minha. Nunca tive medo de arriscar…. e esse medo é o que tá me dando mais medo desse novo eu.

Mas eu tô bem. Posso parecer deprimida de vez em quando, mas vocês sabem. Eu escrevo o que sinto e o que sopra no ouvido. Eu posso esconder tudo através das minhas gargalhadas, mas não através dos meus textos. Melancolia existe na vida de todo mundo… desafios, momentos críticos, frustração, isso é medíocre. Depressão é algo bem mais além, que eu já passei há muitos e muitos anos e sei muito bem onde aperta o calo. E é aí que eu começo a soltar o sapato.
Acho que vou pedir demissão. Mas tenho que pensar.

Não se preocupe se você não me entendeu muito bem hoje. Às vezes nem eu me entendo. Parafraseando Clarice, que provavelmente me entenderia, esse novo eu é um mistério pra mim.

“Well it’s all understood
Especially when you don’t understand”
(Jack Johnson)

dandelion

Décimo

Meu décimo dia de trabalho seguido hoje.
A neve continua, misturada com chuva, uma beleza de meleca nas ruas que vocês precisam ver só.
As olheiras ganharam tamanhos fenomenais e as pálpebras pesam mais que as pernas, ou as pernas pesam mais que as pálpebras. Ainda não sei.
Só sei que o que sobrou de mim vai trabalhar hoje, mais uma noite. E os planos pro tão afamado fim de semana? Foram por água abaixo.

1. Não pára de nevar,
2. Eu tô o bagaço da grapefruit (que ainda por cima é azeda),
3. Senhor marido deixou o rádio ligado do carro e a bateria morreu. Estamos esperando uma ressureição.

E até Deus descansou no sétimo dia hein.

Dia branco

E hoje o meu dia começou assim. Como o de muitos ingleses e residentes no Reino Unido. Completamente branco.
E como se não bastasse, nevou o dia inteiro sem parar. Coisa incomum pra lugares como Londres e aqui, Reading.}
Eu cheguei no trabalho meia hora atrasada, o transporte estava um caos.
A quantidade de reservas no hotel era de 104 às 7 da manhã e, na hora em que eu saí, tinha baixado já pra 65. Todo mundo cancelando.
Aeroportos fechados, rodovias fechadas, Londres sem ônibus, sem metrô. Um caos.
Eu tô adorando. Sempre quis uma nevasca de verdade, nunca tinha visto uma!!

Mas dêem uma olhada no que se passou por aqui hoje, 02 de Fevereiro, dia de Iemanjá!!!!

Clique na foto!!!

london1