Corda

E você vem e você grita vai. E eu tô quase indo e você me puxa de volta com essas coisas que só você sabe dizer e fazer pra me puxar de volta. E quando eu volto você grita vai e me deixa ir até o ponto onde ainda consegue me ver e me enlaçar e me prender e me puxar de volta pra esse buraco negro que você é, esse poço sem fim que eu caio e caio e caio nessa imensidão azul de dentro de você. E o foda é que quando você grita vai eu vou, mas eu vou esperando você gritar vem e se você não me puxa eu me perco nesse buraco, esse labirinto que eu não conheço, porque eu sou burra demais, porque eu me acostumei a ter você me puxando e daí você não puxa. E eu nado e nado e nado nesse mar que eu não vejo fim e me afogo nesse labirinto, é como não ver praia, sabe, é como não ver ilha, é só mar e eu não sei pra que lado nadar porque tô esperando você me puxar, me jogar uma bóia antes que eu afunde nesse azul de dentro de você.
E eu já descobri que não tenho mais saída. Se eu for eu me perco, se eu voltar eu continuo perdida.

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