À noite

Era tarde da noite e algum barulho lá fora nos acordou bem de leve, como uma dessas folhas que entram pela janela e pousam calmamente sobre a nossa cama. Você tinha um desses sonos profundos que você tem, e ainda assim, me puxou pelo braço e beijou minha mão. Então acordou um pouquinho mais e eu me lembro de doze beijos entre as mãos e o rosto, até que perdi a conta, você sabe, eu adormeço tão facilmente. Mas você não desistiu e me puxou contra o seu corpo e cheirou a esquina do meu pescoço, aquele cheiro que é só nosso, e você faz tanto isso. Eu acho tão lindo, tão animal, tão puro, como se um bicho cheirasse o outro pra ter certeza de que ali, naquele momento esquecido pelo tempo, eu sou a tua casa, o teu conforto, o teu mundo.

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