Cidade maravilhosa

Vocês sabem que se me der um louco eu faço dois, né. Pois então. Ontem à noite saí da academia (ainda estava claro), depois de uma aula de pilates e outra de spinning. Andava com a minha amiga na avenida da faculdade quando nos aproximamos desse casal perdido no meio da rua. Uma mulher de uns cinquenta e poucos anos e um senhorzinho muito fofo. Vira a mulher pra gente e diz alguma coisa sobre tennis. A gente achou que eles queriam jogar tênis, mas aí eles começaram a falar os dois ao mesmo tempo e eu ouvi um “pelota” no meio. Soltei meu portunhol e perguntei se eles falavam espanhol. A mulher se empolgou toda e perguntou se eu era espanhola, eu disse que não, que era Brasileira. Descobri que eles queriam era jogar squash, que é na academia. Dei as instruções enquanto o senhorzinho tentava persistentemente falar comigo em espanhol. Quando dei brecha ele me perguntou de onde eu era e eu disse São Paulo. Aí ele desembestou a falar que já tinha ido pro Rio, pra São Paulo, pra Curitiba e pra Foz do Iguaçu, que amava o Brasil e tralalá.
E quando eu me dei conta estavamos eu e ele cantando “Cidade maravilhosa” bem alto, com os braços abertos e espalhafatosos no meio da avenida. Só percebi o mico quando a mulher começou a puxar o pai e dizer  “gracias, gracias, gracias”. E ele foi embora de costas, cantando com os braços abertos e eu também, nos separando minuto a minuto. Cena de filme. Minha amiga polonesa tava sentada no ponto de ônibus se matando de rir.

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