La vecchiaia

Desisto. Nao consigo entender esse Facebook. Nao tenho paciencia pra ficar lendo, acho tudo muito confuso, nunca sei quando alguem me mandou uma mensagem ou uma banana.
Nao acho graca em mandar convites de lobisomem e vampiro, nem cupcakes de morango… E se for pra me dar um Mojito, que seja na vida real!!!
Sou mais o Orkut… a gente se fala, ve fotos e comunidades, videos e ponto final. Sem babaquice.
Como diria meu avo… “eh la vecchiaia”. To ficando velha….

Anúncios

Imperdivel

Acabei de assistir isso na TV, num canal tipo MTV inglesa, revival anos 80. Eh impagavel!! Os reboladinhos, as caras e bocas, a producao, o figurino… Fora que o cara eh uma mistura de Eduardo-maos-de-tesoura com Gretchen. Perola.

 

=

edwardiso.jpg+gretchen-333-divulg.jpg????

Medo….

Perolas do orkut

Gente, como o orkut eh deprimente…. eh por essas e outras que a gente percebe que o Brasil se afunda sozinho…

Deem um clique e sintam-se deprimidos. Principalmente com o fim da lingua portuguesa.

http://www.perolasdoorkut.com.br

Conversa de doido

David: Essa eh a gata do Glyn…. (mostrando a foto)
Eu: Que fofa!!!! Essa eh a que ele tinha junto com a ex-namorada que se matou?
David: Eh… eles tambem tinham um macho.
Eu: Serio? E cade ele?
David: Ah…. ele decidiu sair e fazer as coisas dele….
Eu: Tipo, abrir um negocio?????

 O gringo eh assim, tao simples que as vezes fala umas coisas que soh crianca pensaria. Como assim fazer as coisas dele???? Ele quis dizer que o gato saiu de casa e volta quando quer, mas obvio que eu nao ia perder a piada….
Mais uma dele quando a gente se conheceu online:

David: Eu tive dois cachorros, um gato e uma tortoise.
Eu: Tortoise??? O que eh isso???
David: Tortoise…
Eu: Ih…. cade o dicionario….
David: Eh aquele bicho com uma casa nas costas….
Eu: ?????

Tortoise eh jabuti, minha gente….

Titia

Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!!! Meu sobrinho acabou de nascer!!!!!!! No parto mais rapido da historia: 25 minutos!!!! Praticamente um cocozinho….

Mas a Kelly esta bem, o Spencer esta bem (ainda vou inventar um apelido) e daqui a uns dois dias a gente vai poder ve-lo, porque nao deixa de ser prematuro ainda… e sabe como eh hospital aqui… eh tipo SUS, pra que visita na maternidade??? O bebe fica, a mae volta pra casa, porque nao tem leito. Nao ta doente, nao precisa de leito.

Mas enfim, to mega feliz com meu sobrinho novo!!! Os outros dois estao aqui com a gente, dando pulos de alegria! Agora eh bom minha cunhada parar por aih antes que ela monte um time de futebol….

Momento draga

Comer, comeeeeer, comer, comeeeer eh o melhor para poder cresceeeeer!!!!!! (pros lados…)

Complicada e perfeitinha

Queria acrescentar um numero no “Taggeada”. Preciso confessar. Oucam-me. Eu choro quando me perco. Nao eh patetico??? Eh. Mas eu choro. Acho que foi mais um trauma de infancia. Eu tinha mania de sair saltitante por aih, quando passeava com a minha mae, sem me preocupar em me perder. E algumas vezes ela se escondeu de proposito soh pra me fazer aprender a licao. Eu aprendi e continuo chorando.
Nao sei o que acontece, me da uma crise de panico. Principalmente porque sempre que me perco estou exausta e querendo voltar logo pra casa. Eu sou taurina, preciso de uma cama quentinha, confortavel, cha e biscoitos.
Quando vim pra Inglaterra aos 16 anos, pra morar em Cambridge, minha irma veio junto. Combinamos um karaoke no final da tarde com o pessoal, e era nosso segundo dia de Cambridge. Saimos de bicicleta e paramos num lugar que nem tinha no mapa. As ruas nao tinham nome, nao passava um carro, nao havia uma pessoa, nada. Soh eu, minha irma, nossas  bicicletas e uma vizinhanca fantasma. E o sol se pondo. Minha irma falava “calma, vamos continuar por ali”. Eu pensei em todos os punks da cidade que na epoca eram xenofobos e odiavam estrangeiros, lembrei de todo mundo falando pra gente nao sair na rua sozinha a noite, soh em grupo e achei que ia morrer ali mesmo. Na vizinhanca fantasma. E ninguem nunca mais ia achar a gente porque a vizinhanca fantasma nao existia no mapa.
O que eu fiz? Sentei na sarjeta e chorei. Pior… liguei pra minha mae no Brasil pra dizer que eu tava perdida na Inglaterra. Gente, eu nao penso quando me perco. Trava meu raciocinio logico.
Aih apareceram duas velhinhas caminhando na vila do alem (sera que eram espiritos????), me viram chorando e morreram de do. Ou pena da pobre criatura. Guardaram nossas bicicletas na garagem de porta vermelha – lembro ateh hoje porque parecia a casa do Mickey – me deram cha (obvio) e chamaram um taxi. E aih eu parei de chorar porque voltei para a civilizacao. E a civilizacao era a casa da Mrs. White (que era negona), na ultima rua ao norte de Cambridge, depois da plaquinha da saida da cidade, com um campo infinito deserto na frente.

Nossa, hoje eu to tagarela.

A história da perereca + 1

Bom, melhor contar né!
A história da perereca começou assim:
Estávamos no Guarujá, no condomínio da minha tia e o carro estava estacionado na garagem. O condomínio é cercado por mata atlântica e eu já morro de medo só de ir até o carro, porque sempre tem um morcego engraçadinho pra dar um rasante no meu cabelo.
Mamãe quis ir ao centro fazer sabe-se-lá-o-que, nesta altura do campeonato. Eu resolvi ir junto. Chegando ao carro, percebi que querida mamãe tinha deixado o vidro aberto. Pra que, né? Comecei a entrar no meu mundo de Bobby, achando que lá dentro estaria rolando uma festa do apê com morcegos, sapos, cobras, pererecas!!! Demos uma espiadela básica e não vimos nada (mentira, minha espiadela básica deixa até policial rodoviário no chinelo… dei uma mega analisada mesmo). Até pensei em não entrar, não sou muito fã de insetos e bichos pegajosos, alguma coisa me dizia que tinha sim criatura dentro do carro. Afinal, tinha chovido. E queiram ou não, os bichinhos adoooooram uma cobertura!
Resolvi parar de ser fresca e entrei no carro. Fomos felizes e contentes até o centro do Guarujá. Passando um pouco da metade do caminho senti alguma coisa gelada no meu peito. Pensei “ah, não é nada, deve ser hormonal“…. Aí a coisa gelada comecou a andar! Eu entrei num estado de calamidade pública, olhei dentro da minha blusa e vi dois olhos!!!!!!! Aquela pererequinha bem pequena, semi-afro-descendente, nojenta, gelada, passeando em direção ao meu estômago! Comecei a tirar a blusa, bater no peito, sacudir os braços, fazer uns movimentos de rumba e a única coisa que saía da minha boca eram uns ais meio suspirados de terror. Minha mãe, coitada, dirigindo, gritava “o que foooooooooi????????????” e eu não conseguia responder… Eu gritava “pára no pooooooosto, pára no poooooooooosto!!!!!!
Ela entrou com tudo no posto de gasolina e eu, sem dar nenhuma explicação, abri a porta do carro, desci e comecei a me sacudir, tipo boneco do posto mesmo. Depois de uns minutos de chilique consegui explicar pra minha mãe – que já estava quase me levando pro hospital – que o que eu tinha não era um ataque do coração, mas uma perereca gelada dentro da minha blusa!!!!! Claro, porque até parece que se tivesse uma mini-perereca dentro de um ônibus, ela ia aparecer em qualquer outra pessoa que não fosse eu… No fim, a gente se matou de rir…

hyla_minuta_hr.jpg

Isso me fez lembrar o dia que fui com a minha irmã no estúdio de tatuagem. Eu, dirigindo meu Celtinha Legolas (sim, meus carros têm nome) e minha irmã no banco do passageiro. Minha irmã, gente, não dá pra explicar. Se eu faço escândalo com bichinhos, ela faz só de ouvir o barulho… se alguém começa a ter ataque, ela pode nem ver o bicho, mas vai ter outro ataque junto. Tipo companheira pra o que der e vier?? Pois bem. Eu dirigindo, rádio ligado, ruazinha movimentada cheia de lombada (obstáculo, quebra-mola, e afins), até que minha irmã esticou o braço esquerdo – o mais perto de mim – e gritou desesperadamente. Eu olhei de relance e tinha sim um bicho verde no braço dela, mas mal deu tempo de decifrar o que era. Ela, esperta pra caramba, deu um sopapo com a mão direita no bicho em direção aonde??? Ao meu pé, senhoras e senhores. Meu pé, meu querido pé que me aguenta o dia inteiro. De sandália rasteirinha. Revezando entre a embreagem e o freio. Começou o momento pânico no carro. Eu dirigindo, sem saber mais o que fazer com o meu pé – afinal não sabia o que de verde estaria lá embaixo – minha irmã gritando como se tivesse visto o Chucky na frente dela, e a minha parte racional tentando manter a frieza perante ao bicho para não bater o carro. Enfim, encostei o carro e dei uns sopapos nela. Na minha irmã, mesmo. Fiquei tão puta da vida que eu não sabia se ria ou se batia nela. Mas dei muitos sopapos pra ver se ela aprende a ser mais controlada. Depois a gente também se matou de rir tanto que não conseguia nem contar essa estória juntas, só de lembrar das cenas….