Pra quê Big Brother quando se tem bafão entre os vizinhos, né minha gente?
Ontem, junto com o furacão do além que passou por São Paulo, rolou um mega barraco no meu andar. Um casal de vizinhos velhinhos tem um filho que mora aqui com eles. E eu tenho MUITO medo dele.
O cara é normal – aparentemente – em qualquer dia. Menos quando o Corinthians joga. Menos ainda quando o Corinthians perde. Sabe desses caras que te sorri e diz bom dia e, em dois segundos, pega o extintor e te dá na cabeça? Totalmente louco e imprevisível.
Fazia um tempinho que ele não rodava a baiana, ontem mereceu duas estrelinhas com louvor. Xingou a mãe do velhinho – sua própria avó – de mulher da vida diversas vezes. Fez um barraco tão barraquento no hall de serviço que eu e minha irmã fomos nos certificar de que a porta estava devidamente trancada. Incluiu até o nome de uma tal de Marisa que foi morar no Chile e não voltou…
O vizinho da frente saiu e foi ajudar o velhinho. O velhinho disse “acho melhor o senhor entrar porque ele fica descontrolado quando o Corinthians perde”. Meu fiiiiiiilho, morde a testa, camarada!! Ninguém mandou nascer corinthiano!!!!
Baixou até polícia aqui dentro por uma hora. O furacão rolando solto lá fora (sem noção o vento!!), neguinho gritando e xingando o mundo, velhinhos com a mão no peito… Meu cachorro, óbvio, quis participar da putaria e latiu sem parar pro barulho que vinha da porta. Tentei fazer o pequeno calar a boca enlouquecidamente e tirá-lo da porta, antes que viesse um tiro de bazuca.
E eu e minha irmã queimando umas calorias entre o olho mágico (que nessas horas deveria ser um mega monitor de LCD), a janela e a TV ligada no circuito interno do prédio. Praticamente a Cohab.
