Amarra

Então tente controlar todos os impulsos elétricos que insistem em agir mais do que devem.  Algeme cada dedo para que não escreva nada, corte a língua fora para que não chame. Amarre o coração com nós cegos para que ele não grite mais que a boca. Segure todas as vontades, engula-as com água. Finja que o que bate no peito não martela na mente. E quem sabe assim o passional se transforma em racional, quem sabe assim a gente vira outra pessoa, quem sabe assim o que tem que se acalmar se acalma, quem sabe assim você volta a gostar de mim.

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2 comentários sobre “Amarra

  1. Alyne Dutra disse:

    Você é uma querida! Eu leio o samba diariamente, e não me canso! Já li tudinho, até 2007! Parabéns pela escrita, pela coragem e por ser quem você é.

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