Frag-mentos

Talvez ela fosse exatamente como eu. Ou não. Talvez dividíssemos apenas uma coisa em comum. Ou não.

***
Ela era bonitinha, interessantinha e todas essas outras coisas que todas nós podemos ser. Mas diziam que tinha um auto-controle invejável. E, para ele, isso a diferenciava de todo mundo; inclusive de mim, que sou louca, ciumenta, confusa e não controlo nem mesmo meu cabelo.

***

E ouso dizer que estou bem assim, tô numa boa assim. Me conheço melhor que qualquer outra pessoa no mundo e, hoje em dia, isso é uma vantagem para poucos. Toda essa loucura minha é meu não-muro, meu não-limite, meu não-rótulo. Não sei lidar com o medíocre, não sei me atar.
Não tenho meio-termo, diz-que-diz, não-me-toques. Comigo é simples assim: ou vicia ou bebe leite.

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4 comentários sobre “Frag-mentos

  1. coracaodepoeta disse:

    é aquilo, né?
    passarinho que come pedra se conhece…

    já fui assim, ou 0 ou 100… hoje tento o equlíbrio… longe de alcançar, mas só tentar já é uma foma válida de procurar a lucidez…
    belo texto, moça!

  2. Taty disse:

    Mi, querida…

    Não sei quem foi o “louco” de te trocar, mas você descreveu muito bem esse sentimento que nos assola na hora da perda…

    Saiba que me fez refletir, como sempre!

    Beijos e beijos!

  3. Marcelo Zaniolo disse:

    Concordo com você:
    conhecer a si mesmo e ser o que se é (sem qualquer espécie de controle ou, sei lá, de se moldar as situações) é o que mais importa. É mais digno…

    Muito bom, Mi.

    Beeijo.

    ps: E gostei do fim: “ou vicia ou bebe leite”! Haha

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