Avião de papel

Talvez eu tenha falado demais, talvez eu tenha sentido demais. Mais do que podia, muito mais do que devia. Talvez eu tenha passado dos limites quando gritei aquele dia do outro lado da calçada que achava que te amava. Não é bem assim, ou é, nem eu mesmo sei.
Hoje peguei um pedaço de papel branco, achando que escreveria alguma coisa e enterraria numa gaveta. Palavras para você nunca ler. Preferi fazer um avião de papel. Dobrei com cuidado, coloquei uma música bonita e fui para a janela soltá-lo. Ele deu meia volta e veio na minha direção de novo. Coloquei mais força desta vez, voa, avião de papel. Volte quando quiser, estarei aqui te esperando, quem sabe… sem pressa, sem medo, sem a tal da expectativa. Sem intensidade, talvez.
Joguei o avião de papel para o ar, um pequeno ritual. Teu nome estava lá, você estava lá.

***

Calma, coração, amanhã é apenas outro dia e tudo continuará igual.

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3 comentários sobre “Avião de papel

  1. Fe (irmã da Cris) disse:

    Mi, você tá escrevendo exatamente o que estou sentindo…
    Pena que eu nao tenho o refúgio que você tem nas palavras. Dói tanto…
    Bjo da Fê

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