Incompleta

Sei que um dia ela olhará pra tudo isso e morrerá de rir. O quanto os olhos dela brilham quando fala nele. Ontem a noite foi uma criança phoenix, ressurgiu de um pózinho guardado em algum lugar no coração. Não que faltasse amor, faltava era paixão mesmo. Mas ela sabia se apaixonar de novo e ele também. Por pessoas diferentes, por coisas diferentes, por eles mesmos. E foi assim, tão assim, que até saudade ele deixou. Foi embora com um pedaço dela de novo. Incompleta.
Ela diz que não se entrega, mas se entrega toda, até demais. Tenta segurar e não consegue. Força, Ana, força. Força o cacete, eu quero mais é amar até dizer chega.
Ela é movida por espasmos involuntários, borboletas na barriga, coração batendo forte, orgasmos múltiplos. Vou ser feliz e já volto. É o que ela sempre diz.
E termina o dia com a maquiagem borrada, hálito de álcool e um sorriso de canto. Dorme assim, feliz. E volta. Adora se sentir incompleta.

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3 comentários sobre “Incompleta

  1. Ana Cecília Leite disse:

    sou leitora recente deste aqui, não tanto, mas é a primeira vez q comento. acompanho os artigos no Casa do Galo e sempre entrei aqui. ao ler esse post me vi mt, talvez por vc ter colocado ana, maquiagem borrada, hálito de álcool e uma coisa meio incompleta. me vi nela, mas só metade pra combinar. rs…
    adoro te ler!
    té!

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