Micro-crônica Casa da Vovó – II

A gente brincando na garagem. Vovó vinha da sala, segurava no meu ombro e olhava nos meus olhos:

– Não aceite nada de ninguém.
– Tá, vó.
– Nada. Mesmo se disserem “olha, pega essa bala, uma delícia”. Mesmo se for igualzinha à bala Soft. Não aceite nada.
– Tá, vó.
– Se insistirem diga “não, obrigada”.
– Tá.
– Mesmo se disserem “prova essa balinha, tem figurinha dentro”. Ou “prova essa balinha e você ganha uma bicicleta”.
– Tá.
– Não aceite nada, nada, nada, nada de estranhos.
– Tá, vóóóó.
– Diga “não, obrigada”. E se insistirem, entra pra dentro.
– Não, obrigada.

 

Aprendendo.

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